Indústria Sector mais exportador a caminho dos 15 mil milhões

Sector mais exportador a caminho dos 15 mil milhões

A mais exportadora indústria portuguesa continua a bater recordes. Fechou 2015 com vendas de 14.574 milhões de euros lá fora, mais 776 milhões do que no ano anterior. Este ano, o sector da metalurgia e metalomecânica prevê ultrapassar os 15 mil milhões.
Sector mais exportador a caminho dos 15 mil milhões
Rui Neves 15 de fevereiro de 2016 às 15:33

"O sector metalúrgico e metalomecânico vem de um ano de 2015 verdadeiramente impressionante do ponto de vista dos resultados", começa por adjectivar Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da associação dos industriais do sector mais exportador de Portugal (AIMMAP), em declarações ao Negócios.

"2015 foi o melhor ano de sempre" para as exportações do sector, tendo atingido os 14.574 milhões de euros, mais 776 milhões do que no ano anterior, o que traduz um crescimento de 5,6%. A facturação desta indústria no exterior cresceu cerca de um terço nos últimos cinco anos.

 

"O sector está assim alinhado com a confiança revelada pela componente industrial dos indicadores do INE, fruto de um final de 2015 muito promissor em termos de encomendas e em face da confirmação do país enquanto ‘player’ de qualidade em segmentos como as peças técnicas de elevado valor acrescentado, o segmento da louça metálica e cutelaria e a componente de máquinas, ferramentas e equipamentos", destaca o vice-presidente da AIMMAP.

 

"Há também uma forte aposta que poderá ter resultados interessantes na campanha de substituição de importações, decorrentes de um relativo crescimento do mercado interno português", realça Rafael Campos Pereira.

 

Perante este cenário, é convicção deste dirigente associativo de que "existe ainda uma margem de progressão significativa para as exportações do nosso sector", considerando haver "todas as condições para atingir um novo recorde nesse domínio, sendo possível que se ultrapasse a barreira dos 15 mil milhões de euros" em 2016.

 

Campos Pereira realça que "as empresas do sector estão fortemente associadas a três vectores essenciais para a competitividade: qualidade, inovação e engenharia, e ‘time to market’", a que acresce que "se consolidou a projecção nacional e internacional" da indústria metalúrgica e metalomecânica portuguesa com a marca "Metal Portugal".

 

As empresas da mais exportadora indústria portuguesa "já encaram a Europa como o nosso mercado interno", e, nessa lógica, prometem continuar "a ter uma aposta cada vez mais consistente no crescimento para os países com quem temos relações comerciais mais fortes e que estão, até ver, em processo de crescimento, como são os casos da Alemanha, Espanha, França e Reino Unido".

 

Isto sem esquecer "a expansão e as oportunidades para a América Latina (Colômbia, México e Chile), o Magrebe, os países do Golfo Pérsico e o Extremo Oriente".

 

Em matéria de tendências, "o sector está a preparar-se para os desafios da quarta revolução industrial, não só nas suas alterações em termos de mercado de trabalho e ‘skills’ necessários, mas sobretudo nas mudanças que se podem operar relativamente aos processos, a manufactura aditiva, a ‘internet das coisas’ e as consequências nos hábitos dos consumidores", conclui o vice-presidente da AIMMAP

 

Com cerca de 15 mil empresas e 200 mil trabalhadores, este sector abrange vários subsectores que englobam actividades tão diferentes como a metalurgia, a cutelaria e louça metálica, máquinas e equipamentos, produtos metálicos, equipamento de transporte e fabrico de peças técnicas utilizadas no sector automóvel, na aeronáutica e na indústria nuclear. 




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