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Solvay fecha unidade na fábrica de Póvoa de Santa Iria e elimina 90 postos de trabalho

A unidade de carbonato de sódio da Solvay, utilizado para produção de vidro, vai fechar no final de Janeiro de 2014. A decisão faz parte de um plano global do grupo químico. Serão eliminados 90 postos de trabalho em Portugal, o que representa 36% da força de trabalho da fábrica nacional.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 08:45
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A Solvay vai fechar uma das suas unidades da fábrica da Póvoa de Santa Iria. O encerramento, incluindo num plano de reestruturação global, está marcado para o início do próximo ano. Serão eliminados 90 postos de trabalho.

 

A unidade de carbonato de sódio, uma das várias que existe na fábrica em Portugal, será encerrada no final de Janeiro de 2014. As restantes unidades manter-se-ão em actividade, confirmou o Negócios junto da sede nacional. Desaparecem, assim, 90 dos 250 postos de trabalho que existem actualmente, ou seja, 36% da força de trabalho na fábrica.

 

A empresa indica, contudo, que o número de despedimentos poderá não ser de 90, já que há possibilidade de alguns funcionários serem recolocados noutras empresas de carbonato de sódio do grupo – ou até mesmo de outros produtos.

 

A decisão está inserida num plano do grupo químico internacional, anunciado esta quinta-feira, para reforçar a sua posição no carbonato de sódio, de modo a melhorar os seus resultados. O objectivo é reduzir 100 milhões de euros por ano na base de custos na Europa, indica o comunicado disponível no site da Solvay.

 

A reestruturação na Europa irá afectar 450 postos de trabalho até 2016, incluindo a Póvoa. Há um excesso de capacidade estrutural no Mediterrâneo, justifica a empresa. Assim, é encerrada a unidade em Portugal mas será utilizada “de forma mais eficiente” a capacidade em Torrelavega, Espanha, e em Devnya, Bélgica.

 

O carbonato de sódio tem sido afectado pela crise que existe na Europa e em Portugal, nomeadamente porque é utilizado para a produção de vidro automóvel e para a construção civil, sectores em queda. Além disso, segundo foi explicado pela Solvay ao Negócios, o carbonato de sódio produzido na Póvoa, sintético, exige uma estrutura mais complexa (como uma pedreira e uma utilização mais intensiva da energia) do que o produzido noutros países como os Estados Unidos ou a Turquia. Esta última é, aliás, um concorrente da unidade nacional no Mediterrâneo.

 

A Solvay está presente em Portugal através da fábrica de químicos na Póvoa de Santa Iria, onde se insere a unidade de carbonato de sódio, e numa outra sociedade de serviços partilhados, em Carnaxide.

 

Além dos 250 postos de trabalho na fábrica da Póvoa (que serão reduzidos para 160), a unidade de serviços partilhados emprega cerca de 300 pessoas, embora a rotação de funcionários seja elevada em Carnaxide. Neste momento, está em curto um processo de expansão de 62 postos de trabalho, em consequência do processo de migração resultante da compra da Rhodia pela Solvay.

 

Portugal é um dos 55 países em que o grupo belga opera. A Solvay emprega, a nível global, 29 mil pessoas, de acordo com o site oficial.

 

(Notícia actualizada às 10h49 com informações relativas ao número de funcionários afectados)

 

 

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