Empresas Sonae Indústria descarta novo aumento de capital

Sonae Indústria descarta novo aumento de capital

A Sonae Indústria, que teve lucros em 2016 após nove anos de resultados negativos, vai reduzir o capital social da companhia para cobrir prejuízos e reduzir o número de acções de 1,2 mil milhões para 45 milhões. E descarta novo aumento de capital.
Sonae Indústria descarta novo aumento de capital
George Christopher Lawrie, administrador-delegado da Sonae Indústria
Paulo Duarte
Rui Neves 22 de março de 2017 às 14:04

A Sonae Indústria não vai avançar com uma operação harmónio. O administrador-delegado garantiu que a anunciada redução de capital para cobertura de prejuízos não será seguida de qualquer aumento.

 

"Não está sobre a mesa, não está nos nossos planos, não há necessidade", afiançou George Christopher Lawrie (na foto) ao Negócios.

 

Relativamente à redução de capital, o mesmo gestor explicou que esta operação visa, "conjuntamente com a utilização de reservas, limpar os prejuízos do balanço".

 

De resto, "basicamente irá ser proposto à assembleia geral de accionistas medidas para repor a relação de fundos próprios com o capital social, pois aqueles são inferiores a 50%", referiu Lawrie, em entrevista ao Negócios, hoje, 22 de Março, na Maia, no final da conferência de imprensa de apresentação de resultados da Sonae Indústria em 2016.

 

Uma operação de redução de capital que o gestor considerou que "não terá nenhum impacto do ponto de vista do valor de mercado" da empresa, recusando revelar o montante dessa redução – "Não posso dizer porque não está decidido", ressalvou. O capital social actual da Sonae Indústria é de 812 milhões de euros.

 

Relativamente à proposta aos accionistas para a realização de um "reverse stock split", o administrador-delegado afirmou que o objectivo é que a Sonae Indústria passe "das actuais 11,2 mil milhões de acções para 45 milhões", por forma a que "o valor de mercado das acções fique mais alinhado com o valor das demais acções" admitidas à negociação na Euronext Lisbon.

 

"Queremos que o preço por acção da Sonae Indústria atinja um valor normal", sublinhou Lawrie, depois de reconhecer que a empresa "é a que tem o preço por acção mais baixo" do mercado de capitais.

 

Aos valores de fecho das acções esta terça-feira, 21 de Março, o que a Sonae propõe aos seus accionistas é que passem a ter uma acção com um valor de 2,025 euros, em vez de terem 250 títulos a 0,0081 euros cada um.

Os títulos da companhia atenuaram as quedas de início de sessão (que chegaram a superar os 7%) e caem 2,47% para 0,0079 euros.




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