Indústria Sonae Indústria vai fechar mais uma fábrica na Alemanha

Sonae Indústria vai fechar mais uma fábrica na Alemanha

A Sonae Arauco, que é detida a meias entre a Sonae Indústria e a chilena Arauco, pretende cessar em definitivo, até ao final de 2020, a atividade da fábrica que detém em Horn, na Alemanha, tendo já comunicado a sua intenção aos 106 trabalhadores da unidade.
Sonae Indústria vai fechar mais uma fábrica na Alemanha
Christopher Lawrie, presidente do comité de gestão da Sonae Indústria.
Paulo Duarte
Rui Neves 06 de junho de 2019 às 17:09

A Sonae Indústria comunicou esta quinta-feira, 6 de junho, que a fábrica que detém em Horn, na Alemanha, "pretende cessar a atividade de forma definitiva até ao final de 2020".

 

Detida pela GHP Glunz Holzwerkstoffproduktions – GmbH (GHP), subsidiária da Sonae Arauco, a "joint venture" entre a Sonae Indústria e a chilena Arauco, esta unidade emprega 106 pessoas, tendo a empresa já informado o Comité Económico e Conselho de trabalhadores da "intenção de terminar com o que resta das operações em Horn", lê-se no comunicado enviado pela Sonae Indústria para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

"A unidade mantinha, desde 2014, uma atividade residual de laminados que, individualmente e com equipamentos antigos e ineficientes, não é viável. A atividade desenvolvida em Horn, com pouca utilização da capacidade e com custos fixos elevados tornam inviável a sua manutenção no competitivo mercado europeu", explica a Sonae Indústria.

 

Uma "realidade" que, segunda a empresa, "levou a que as operações em Horn registassem nos últimos anos um EBITDA e ‘cash flows’ negativos, sem qualquer perspetiva de recuperação a médio prazo", garante.

 

A empresa maiata afirma, ainda, que o início das discussões formais com o Comité de Trabalhadores para a atividade de laminados na fábrica de Horn "é uma decisão isolada, que não envolve os restantes negócios de laminados da Sonae Indústria, que têm a sua principal unidade industrial na Maia".

Este anúncio surge quatro meses depois de a Sonae Indústria ter alertado os investidores de que iria registar uma forte quebra nos resultados de 2018 - obteve lucros de 11 milhões de euros, menos 27,8% do que no anterior anterior - devido ao reconhecimento de uma imparidade de oito milhões de euros por conta do encerramento, marcado para o final deste ano, da fábrica da LaminatePark, em Eiweiler, na Alemanha, que resultou de uma parceria entre a Sonae Arauco e a Tarkett.

De resto, a Sonae Indústria refere que "tem vindo a acelerar a sua aposta no negócio de laminados, investindo na marca, em I&D e em propostas inovadoras que permitem gerar mais valor acrescentado, que estão a ser implementadas no mercado da América do Norte e da Europa".

 

Em março passado, aquando da apresentação de contas da Sonae Indústria, o presidente do comité de gestão do grupo revelou ao Negócios que a companhia ainda tem por vender cinco fábricas inativas na Europa - duas no Norte de Portugal, duas na Galiza e "um grande complexo" em Horn.

 

"Os valores contabilísticos dos ‘sites’ inativos são ainda superiores a 10 milhões de euros", adiantou, na altura, Christopher Lawrie.

 

A "joint venture" com a chilena Arauco, firmada em 2016, deixou de fora as operações do grupo português na América do Norte, onde a Sonae Indústria tem uma fábrica no Canadá, e três unidades na Europa - uma na Alemanha e duas em Portugal, situadas na Maia e em Paredes).

 

Já a Sonae Arauco detém 12 fábricas - quatro em Portugal (Mangualde, Castelo de Paiva, Oliveira do Hospital e Sines), cinco na Alemanha, duas em Espanha e uma na África do Sul.

 

Considerando a Sonae Arauco, o grupo contava, no final do ano passado, com um efetivo de 3.242 trabalhadores (2.747 na Sonae Arauco e 495 na Sonae Indústria), tendo registado no exercício de 2018, em termos proporcionais, uma faturação de 612 milhões de euros.

 

(Notícia atualizada às 17:21)




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