Indústria Têxtil veste camisola anti-crise nas exportações

Têxtil veste camisola anti-crise nas exportações

É uma luz verde que contrasta com a vermelha do contexto nacional. As vendas de artigos têxteis e de vestuário no exterior voltaram a aumentar em Junho, concluindo o primeiro semestre com um crescimento de 5%.
Têxtil veste camisola anti-crise nas exportações
António Larguesa 09 de agosto de 2016 às 15:34

As exportações de têxteis e de vestuário aumentaram 2% em Junho, face ao período homólogo, contribuindo assim para que o sector tenha fechado o primeiro semestre com 2.550 milhões de euros de vendas para o estrangeiro, numa progressão de cerca de 5% em relação aos primeiros seis meses do ano passado.

 

Os dados compilados pela principal associação do sector (ATP), com base nas estatísticas de comércio internacional do INE, mostram que esta indústria tradicional está a ter um comportamento "em contraciclo" com a totalidade das exportações portuguesas, que voltaram a cair 2% em Junho.

 

De acordo com os números divulgados esta terça-feira, 9 de Agosto, entre Janeiro e Junho deste ano as exportações portuguesas caíram 1,8% em termos homólogos. Para esta quebra contribuiu também o efeito do preço do petróleo, já que, se fossem excluídos os combustíveis e lubrificantes, as vendas de bens ao exterior neste período aumentariam 0,8% face aos primeiros seis meses de 2015.

 

No que toca à indústria têxtil e de vestuário, a ATP assinala o crescimento de 14% nas exportações de tecidos especiais e tufados, o aumento "significativo" de 11% no vestuário em malha e a subida de 22,8% nas matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos. Nos destaques do primeiro semestre surgem ainda os tapetes e outros revestimentos têxteis (12,7%).

 
Espanha reforça liderança


Para um sector que conta agora com uma balança comercial positiva de 638 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 133%, Espanha reforçou este ano a posição de liderança enquanto melhor destino. Regista mesmo o maior crescimento absoluto: subida de 93 milhões de euros nas compras, 11,6% a mais do que no ano passado. Alemanha (com um acréscimo de 14 milhões de euros, correspondente a 6,7%) e Itália (mais 12 milhões de euros, com uma taxa de crescimento de 12,1%) são outros mercados em destaque.

 

Em 2015, as exportações do sector cresceram 5% e alcançaram os 4.836 milhões de euros, naquele que foi o melhor dos últimos 12 anos para esta indústria no capítulo do comércio tradicional. A meta traçada pela associação empresarial, que em Julho passou a ser presidida por Paulo Melo, é chegar aos cinco mil milhões de euros no final deste ano.

 

Já para 2017, as empresas portuguesas do sector vão investir 12,5 milhões de euros na participação em feiras internacionais. Este é o valor do investimento total previsto no projecto "From Portugal" para o próximo ano, a cargo da Associação Selectiva Moda. O presidente, Manuel Serrão, referiu ao Negócios que a promoção da etiqueta "Made in Portugal" vai ser feita em 72 eventos e passará pela primeira vez pelo Canadá, Singapura e Coreia do Sul.




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