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Tribunal espanhol exigiu 1.200 milhões de fiança a administradores da Pescanova

Uma dezena de administradores da empresa do sector alimentar e de seis empresas associadas viram um tribunal espanhol determinar um valor combinado das fianças de 1,2 mil milhões de euros. Acusações vão desde fraude a “insider trading”.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 02 de Setembro de 2013 às 18:35
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O juiz Pablo Ruz determinou fianças aos dirigentes da Pescanova e a seis sociedades que lhe estão ligadas cujo valor combinado ascende a 1,2 mil milhões de euros, segundo o jornal espanhol “Expansión”. A maior foi atribuída ao presidente do grupo, Manuel Fernández de Sousa, que terá de pagar 178,8 milhões de euros.

 

O auto do tribunal Central de Instrução de Madrid, com data de 23 de Maio, afirma que os administradores da Pescanova “valeram-se de informação reflectida nas contas anuais que não se ajustava à realidade” para transmitir uma imagem irreal da sociedade. Uma informação que levou os queixosos a comprarem acções, acrescenta.

 

As acusações a 10 dirigentes da empresa do sector da pecuária e alimentar incluem contabilidade criativa, comunicação de informação falsa ao mercado, uso de informação privilegiada para negociar acções (“insider trading”), fraude e falsificação de facturas. O gestor Alfonso Paz Andrade terá de pagar 125 milhões de euros e sete executivos terão de pagar 69,4 milhões de euros. As empresas terão de entregar entre 54,8 e 69,4 milhões de euros e José António Pérez Nievas terá de entregar 54,7 milhões.

 

As fianças destinam-se a servir de garantia a potenciais responsabilidades pecuniárias a serem apuradas njulgamento que envolve 10 dirigentes da Pescanova, bem como outras seis sociedades. Um dos dirigentes da companhia vendeu 1,6 milhões de acções no mês em que a empresa pedir para entrar em processo de insolvência, ao preço de 16,26 euros por acção, refere o processo.

 

Desta forma, o presidente da Pescanova conseguiu obter ganhos de 27,4 milhões de euros e evitou uma perda de 15,6 milhões, segundo o “Expansión”. Outros executivos tiveram ganhos da mesma forma que ascenderam a entre 1,8 e 5,8 milhões de euros. O tribunal deu 10 dias aos arguidos para pagarem as cauções.

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