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Vendas da Bosch Portugal aumentaram 400 milhões para 1,5 mil milhões em 2017

A Bosch Portugal, que detém três fábricas no país, fechou o último exercício com uma facturação de 1,5 mil milhões de euros, mais cerca de 400 milhões do que no ano anterior, e um efectivo de 4.450 pessoas. Criou 480 empregos em 2017 e continua a contratar.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 04 de Maio de 2018 às 15:00
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Depois de ter ultrapassado os mil milhões de euros em 2016, a Bosch Portugal terminou o último exercício com um crescimento de 37% das vendas, que atingiram os 1,5 mil milhões de euros, o que representa um aumento da ordem dos 400 milhões em relação ao ano anterior.

 

Com a facturação no mercado português a fixar-se em 241 milhões de euros, o que traduz um crescimento homólogo de 14%, significa isto que o grupo alemão reforçou a sua posição como um dos maiores exportadores de Portugal, vendendo mais de 90% da sua produção para mais de 50 países.

 

A área de soluções de mobilidade, concentrada na fábrica de Braga, foi responsável por mais de dois terços (68%) da facturação consolidada da Bosch Portugal, enquanto a de tecnologia de energia e edifícios, com unidades de produção e actividades de desenvolvimento nos pólos de Aveiro e Ovar, respectivamente, gerou 26% das receitas registadas em 2017. Os restantes 6% das vendas foram assegurados pela área de bens de consumo.

 

Em 2017, o grupo germânico investiu cerca de 84 milhões de euros em Portugal, um valor ligeiramente inferior ao verificado no ano anterior, especialmente na expansão das fábricas em Aveiro, Braga e Ovar, quer no aumento da capacidade produtiva quer na expansão dos centros locais de investigação e desenvolvimento (I&D).

 

"O crescimento sólido verificado em todas as nossas unidades é sustentável e será apoiado por um aumento das nossas actividades de I&D em Aveiro, Braga e Ovar, o que contribui para a competitividade das nossas fábricas", referiu Carlos Ribas, representante da Bosch em Portugal, que promove esta tarde, em Aveiro, uma conferência de imprensa para apresentação de resultados do grupo no país.

 

"Estamos a investigar, desenvolver e produzir soluções em negócios estratégicos para a Bosch, tais como as casas e cidades inteligentes e as soluções de mobilidade", acrescentou Ribas.

Javier González Pareja, presidente ibérico da Bosch, enfatizou, por outro lado, que "todas as localizações tiveram um desenvolvimento positivo e contribuíram para a consolidação do negócio no país".

Com base nos resultados do primeiro trimestre de 2018, a Bosch prevê uma estabilização do nível alto de produção recentemente alcançado em Portugal.


 

Contratação em 2018 de mais 250 pessoas para os centros de I&D em Aveiro, Braga e Ovar

 

A Bosch Portugal, que está presente no nosso país desde 1911, terminou o ano de 2017 com 4.450 trabalhadores - só no ano passado criou 480 empregos, dos quais 100 engenheiros.

 

A empresa pretende continuar a recrutar em 2018 "no sentido de reforçar as equipas de I&D, e irá procurar perfis especializados nas áreas de software, electrónica, hardware, mecânica, física, entre outras", garantindo que "mais de 250 profissionais altamente qualificados serão integrados nos centros de I&D em Aveiro, Braga e Ovar, até ao final de 2018".

 

Assumindo-se como um dos principais empregadores de especialistas em I&D em Portugal, com mais de 560 engenheiros em Aveiro, Braga e Ovar, "a empresa trouxe projectos importantes para o país e em 2017 investiu mais de 25 milhões de euros em investigação e desenvolvimento de novas tecnologias em Portugal".

 

Trata-se de projectos que "têm uma dimensão global e apoiam o desenvolvimento do futuro da condução autónoma e das cidades e casas inteligentes".

 

Entretanto, o grupo germânico continua a expandir os seus serviços partilhados de recursos humanos em Lisboa - criou em 2017 uma equipa que já integra uma centena de pessoas, que estão a implementar e apoiar os processos de recursos humanos da Bosch na Europa e o uso de ferramentas de TI relacionadas a recursos humanos em todo o mundo, a qual "deverá crescer cerca de 15% até ao final de 2018".

 

A nível global, ainda de acordo com um comunicado do grupo, a Bosch, "à luz dos riscos económicos e geopolíticos, espera que o seu volume de vendas cresça 2% a 3% em 2018", acrescentando que, "nos primeiros três meses, o volume de vendas gerado pela empresa correspondeu ao nível alto do mesmo período no ano passado, e até aumentou em cerca de 5% quando ajustado a efeitos de câmbio".

 

O grupo Bosch encerrou o último exercício com uma facturação de 78,1 mil milhões de euros, mais 6,8% do que no ano anterior.

 

Em 31 de Dezembro de 2017, a Bosch contava com cerca de 402 mil trabalhadores em todo o mundo - mais 12.900 pessoas do que em 2016 -, dos quais 64.500 em investigação e desenvolvimento.

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