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Vendas da indústria portuguesa afundaram 33% em abril

Os dados do INE mostram que as vendas para o estrangeiro foram as mais afetadas, ainda que o mercado nacional também tenha sofrido uma forte queda.

Paulo Duarte
Rita Faria afaria@negocios.pt 08 de Junho de 2020 às 11:56
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O mês de abril, marcado pelo confinamento e paralisação parcial da atividade económica no país, foi fortemente penalizador para a indústria portuguesa.

Isso mesmo é visível nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) que mostram que o volume de negócios das fábricas nacionais afundou 33,1% face ao mesmo mês do ano passado, depois da quebra de 9% em março.

As vendas tanto para o mercado nacional como para o mercado externo sofreram descidas, mas foram os negócios com o exterior os mais afetados: a descida das vendas para o estrangeiro atingiu os 42,5%, enquanto as vendas no mercado nacional diminuíram 26,4%.

Olhando para os diferentes agrupamentos, os bens de investimento deram o contributo negativo mais acentuado para a variação do índice geral, com uma quebra de 64,7% em abril, depois da redução de 26% no mês anterior. O INE salienta que o contributo foi de -10,9 pontos percentuais, sendo que -9,1 pontos percentuais "tiveram origem na divisão de Fabricação de veículos automóveis, reboques, semireboques e componentes para veículos automóveis".

Na energia e bens de consumo, as descidas foram de 33,4% e 27,3%, respetivamente, e nos bens intermédios de 21,7%.

Em termos mensais, o volume de negócios na indústria portuguesa recuou 27,4% em abril, completando o terceiro mês consecutivo de variações negativas. Em março, a quebra foi de 2%, e em fevereiro de 7%.

No que respeita ao emprego e remunerações no setor, as quedas não acompanharam a redução severa da atividade: enquanto o emprego desceu 2,8%, as remunerações diminuíram 6,1%.

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