Indústria Volume de negócios na indústria cresce em Agosto ao ritmo mais lento desde Março

Volume de negócios na indústria cresce em Agosto ao ritmo mais lento desde Março

Os dados divulgados pelo INE mostram que o volume de negócios na indústria cresceu 3,1% em Agosto face a igual período do ano passado, um abrandamento face ao aumento homólogo de 9,9% observado no mês anterior.
Volume de negócios na indústria cresce em Agosto ao ritmo mais lento desde Março
Paulo Duarte
Negócios 09 de outubro de 2018 às 12:03

O índice de volume de negócios na indústria avançou 3,1% em Agosto comparativamente com o mesmo mês do ano passado, segundo pode ler-se no relatório divulgado esta terça-feira, 9 de Outubro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Trata-se, porém, de um forte abrandamento tendo em conta o crescimento homólogo de 9,9% que havia sido verificado em Julho. Desde a quebra homóloga de 0,5% observada em Março, esta foi a pior evolução do índice de volume de negócios na indústria.

Este arrefecimento no sector industrial pode ter ficado a dever-se ao facto de Agosto ser um período marcado pelas férias. O abrandamento deu-se tanto nas vendas da indústria para o mercado nacional como para o externo.

No plano interno, as vendas aumentaram 4,3% em Agosto face a igual período de 2017 (em Julho registou-se um crescimento de 7,8%). Já as vendas para o mercado externo apresentaram uma variação homóloga de 1% em Agosto (uma quebra de 11,1 pontos percentuais face à subida de 12,9% observada em Julho).

Se, em Agosto, os bens de investimento (que recuou 9,7% em termos homólogos depois de em Julho ter avançado 27,9% face ao mesmo mês do ano interior) registaram uma evolução negativa, os bens de consumo (+1,1%), os bens intermédios (+2,7%) e a energia (+11,6%) apresentaram variações positivas, embora sempre a um ritmo inferior ao verificado no mês anterior.

Já no que diz respeito à evolução mensal, o índice de volume de negócios na indústria teve uma redução de 18,1% em Agosto relativamente a Julho, sendo que em Agosto do ano passado tinha sido registada uma quebra mensal de apenas 12,7%.

O relatório do INE faz ainda referência à evolução do emprego, remunerações e horas trabalhadas, que cresceram em Agosto mas também a um ritmo mais lento do que em Julho.

Os índices de emprego, de remunerações e de horas trabalhadas aumentaram, respectivamente, 2,3%, 4,6% e 0,8%, evoluções que comparam com os crescimentos de 2,7%, 5,6% e 3,1% observados em Julho.




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