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Administração da RTP diz que "continuará a exercer o mandato" porque "cumpriu todos os deveres"

A equipa de Alberto da Ponte remete para os directores a responsabilidade pela proposta de aquisição dos direitos televisivos da Liga dos Campeões. A administração defende que "cumpriu todos os deveres" em relação ao plano estratégico.

Alberto da Ponte, da RTP, fala dos desafios do sector.
Pedro Elias/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 02 de Dezembro de 2014 às 13:42
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A administração da RTP vai continuar o seu trabalho apesar do chumbo do Conselho Geral Independente ao plano estratégico por ela delineado.

 

Em comunicado enviado às redacções, a equipa liderada por Alberto da Ponte (na foto) defende que "cumpriu todos os seus deveres legais e estatutários, nomeadamente quanto ao projecto estratégico e à sua conformidade com o plano de desenvolvimento e redimensionamento da RTP".

 

É nesse sentido que o conselho de administração da empresa pública "continuará a exercer o seu mandato na defesa exclusiva dos interesses da RTP e do serviço público de rádio e de televisão, no cumprimento da lei e das melhores práticas deontológicas".

 

O Conselho Geral Independente, criado pelo actual Governo com a função de escolher o conselho de administração e supervisionar a actividade da RTP, lançou duras críticas à administração de Ponte. O ministro que tutela os media, Poiares Maduro, remeteu para ela a manutenção da actual administração.

 

Champions foi proposta pela direcção


"Quanto à questão independente da aquisição dos direitos televisivos da Liga dos Campeões (2015-2018), reitera-se que a mesma foi feita sob proposta dos directores no âmbito da sua responsabilidade editorial", assinala a entidade. Ou seja, é uma decisão autónoma editorial, defende a administração. O Diário Económico noticiou que os directores das várias áreas de conteúdos da RTP pediram a intervenção da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) por considerarem que está em causa a "violação da autonomia editorial" por parte do Conselho Geral e Independente. Ontem, este órgão falou em "deslealdade" por não ter sido informado antecipadamente da intenção do grupo estatal participar na corrida por estes direitos.

 

O Negócios noticiou, a 19 de Novembro, que havia sido feita uma proposta de compra dos direitos de transmissão, no valor de 18 milhões de euros, para ficar com os direitos da Liga dos Campeões nos próximos três anos. O valor foi desmentido pela empresa mas nunca foi avançado outro número.

 

"Essa proposta foi aprovada no respeito total das projecções financeiras para a empresa tal como previstas no novo contrato de concessão até 2019, e no estrito cumprimento da autonomia de gestão do conselho de administração bem como das responsabilidades inerentes a este órgão", continua o comunicado da administração liderada por Alberto da Ponte.

 

"A decisão corresponde ao melhor interesse da RTP (mas só desta), na sequência do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo conselho de administração e pelos trabalhadores da RTP, traduzido em resultados operacionais e líquidos positivos em 2013 e 2014 (neste último ano, já sem beneficiar de qualquer indemnização compensatória)", acrescenta.

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