Media Altice está “preocupada com estado actual da imprensa nacional”

Altice está “preocupada com estado actual da imprensa nacional”

Alexandre Fonseca sublinha que o interesse da Altice por activos de media em Portugal não se restringe a canais de TV. Mas garante que desde o fim do negócio com a Media Capital não houve mais contactos nesse sentido.
Altice está “preocupada com estado actual da imprensa nacional”
Mariline Alves
Sara Ribeiro 07 de novembro de 2018 às 17:58

"Estamos preocupados com o estado actual da imprensa escrita em Portugal.  E ficamos preocupados por ver que há muito poucos interessados em ajudar o sector". A afirmação foi feita por Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, que aproveitou o palco do stand da operadora no Web Summit para deixar algumas mensagens e apelos. Um dos quais o incentivo à leitura para combater, por exemplo, a actual crise que os media estão a atravessar com a queda da venda de jornais.

 

"Vemos com apreensão e preocupação o facto de uma parte importante dos nossos grupos de comunicação social estar a atravessar uma crise profunda", explicou o gestor, no final da assinatura de parcerias com várias entidades para desenvolver projectos direccionados para os jovens. 

 

"Temos que ter a consciência que se não se fizer algo poderemos correr o risco de não ter sustentabilidade neste sector que sabemos que é fundamental para a economia e, acima de tudo, para a democracia e liberdade de expressão. É uma preocupação que temos enquanto agente activo da nossa economia", acrescentou.

 

Questionado pelo Negócios se essa preocupação poderia vir a traduzir-se numa proposta de compra por activos de media na esfera da imprensa, Alexandre Fonseca explicou que "o processo de aquisição do grupo Media Capital não era exclusivamente televisão. Estávamos com  uma proposta de aquisição por um grupo de media que não tinha apenas a TVI".

 

O gestor relembrou ainda que, como já afirmaram, a compra de activos de media faz parte da estratégia do grupo a nível internacional e nacional. Mas questionado se houve novos contactos nesse sentido, como por exemplo com a Impresa, cujo presidente executivo, Francisco Pedro Balsemão, estava na assistência, garantiu que não. "Não houve mais contactos. Não há qualquer tipo de contactos a esse nível. O que temos é uma preocupação a nível nacional. Temos interesse em que conteúdos de media façam parte da nossa estratégia mas, a seu tempo, e existindo oportunidade e enquadramento adequado", sustentou.




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