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CGD questiona investimentos da PT na Ongoing

Os investimentos de 75 milhões de euros feitos pela PT em fundos geridos pela Ongoing estão a causar apreensão na CGD, banco do Estado que controla 7,28% da operadora. O "Público" noticia hoje que a CGD entende que as aplicações que foram canalizadas pela PT Prestações deveriam ter passado pelo crivo do comité de investimentos da empresa, o que não aconteceu.

Negócios negocios@negocios.pt 14 de Outubro de 2009 às 08:55
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Os investimentos de 75 milhões de euros feitos pela Portugal Telecom (PT) em fundos geridos pela Ongoing estão a causar apreensão na Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco do Estado que controla 7,28% da operadora. O “Público” noticia hoje que a CGD entende que as aplicações que foram canalizadas pela PT Prestações (PTP) deveriam ter passado pelo crivo do comité de investimentos da empresa, o que não aconteceu.

As aplicações foram feitas pela Previsão, a sociedade que gere os fundos de pensões e de saúde da operadora de telecomunicações e que é liderada por Soares Carneiro, que também faz parte da administração executiva da PT, liderada por Zeinal Bava.

Os fundos de saúde estão, por sua vez, alocados na PT Prestações. Os investimentos ocorreram no primeiro semestre do ano e foram aplicados, em três tranches, em veículos de private equity de capital geridos pela Ongoing International. O jornal adianta que foi Jorge Tomé (administrador da CGD sem funções executivas) quem levantou questões sobre o sentido da aplicação dos 75 milhões de euros em veículos de alto risco geridos por um accionista, a Ongoing, liderada por Nuno Vasconcelos e Rafael Mora, e que detém quase 7% da operadora.

Recorde-se que na semana passada o "Jornal de Negócios" revelou que "a PT entrou em fundos geridos pela Ongoing com um investimento de 75 milhões de euros" e que no relatório e contas do primeiro semestre, a PT revela que os fundos de pensões e cuidados de saúde têm exposições à Telefónica, BES, Ongoing e CGD (seus accionistas de referência) de 144, 141, 75 e 21 milhões de euros, respectivamente.

Para além da PT, a Ongoing controla ainda posições accionistas relevantes no Espírito Santo Financial Group (dono do BES), na Impresa, (dona do Expresso, Sic,Visão) e na Zon. Nos media, domina a Económica (dona do Diário Económico) e recentemente avançou para a compra de até 35% da Media Capital (TVI), preparando-se agora para lançar uma OPA sobre a totalidade do capital disperso.

De acordo com as contas públicas de 2008, o passivo da Ongoing ascendia a 831 milhões de euros, sendo que 97% do montante vencia no curto prazo. O grupo devia nessa altura quase 400 milhões de euros ao BCP e cerca de 200 milhões ao BES. Os financiamentos estão sustentados em grande parte em acções cotadas, nomeadamente da PT, escreve o “Público”.
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