Media Cofina mantém diferentes linhas editoriais e aposta na criação de conteúdos para exportar

Cofina mantém diferentes linhas editoriais e aposta na criação de conteúdos para exportar

A Cofina garante que vai manter as linhas editoriais dos diferentes meios de comunicação social, depois da compra da Media Capital. E admite a entrada de novos acionistas no capital da Cofina.
Cofina mantém diferentes linhas editoriais e aposta na criação de conteúdos para exportar
Sara Antunes 21 de setembro de 2019 às 11:30

A Cofina lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Media Capital, dona de ativos como a TVI e a Rádio Comercial, numa operação que a empresa liderada por Paulo Fernandes diz garantir a "existência de um grupo de media independente e capaz de reforçar o papel que os media têm enquanto pilar essencial à vida de uma sociedade democrática."

 

A Cofina, dona do Negócios, do Correio da Manhã, da CMTV, entre outros, garante que vai "manter as linhas editoriais dos diferentes meios de comunicação social", tanto dos que tem atualmente no seu portefólio como os que passarão para o grupo, de acordo com um comunicado enviado às redações. Adiantando que tem o objetivo de manter também "todos os profissionais que estejam dispostos a colaborar neste novo projeto."

 

Sobre a produção, a Cofina assume que o "caminho passará por intensificar a criação de conteúdos de perfil exportador, tendo em vista a transposição para a legislação nacional da designada ‘diretiva Netflix’".

 

Com a aquisição da Media Capital, o "grupo Cofina constituir-se-á como uma plataforma mais competitiva capaz de assegurar aos portugueses uma oferta diversificada de conteúdos de informação e de entretenimento, através da imprensa escrita, televisão e rádio, seja offline ou online", acrescenta a mesma fonte.

 

"A criação de um grupo financeiramente forte é o melhor garante da independência editorial e da criação de valor para todos os stakeholders, incluindo colaboradores, acionistas, clientes, fornecedores e parceiros", sublinha a empresa liderada por Paulo Fernandes.

 

Entrada de novos acionistas

 

A Cofina explica ainda que a operação será financiada através de financiamento bancário e aumento de capital, estando este último já garantido em mais de 50% pelos atuais acionistas de referência."

 

A empresa admite "que entrem novos investidores com posições qualificadas", não adiantando, contudo, mais informações sobre o assunto.

 

Ainda assim, o Expresso já avançou, na semana passada, com informação sobre os novos acionistas da Cofina: o empresário Mário Ferreira e os espanhóis do Abanca.

 

"Esta aquisição permite, que após alguns anos, um dos principais grupos de meios de comunicação social, volte a ter um acionista de matriz nacional", conclui a Cofina no comunicado emitido este sábado.




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