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Comissão de Trabalhadores da RTP apresenta queixa à administração

A Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP apresentou uma queixa ao conselho de administração da empresa por considerar que não teve oportunidade de dar um parecer sobre o plano de reestruturação da empresa.

8 de Julho de 2012 - Miguel Relvas na Comissão de Assuntos Constitucionais sobre relacionamento com o antigo director do SIED
Bruno Simão/Negócios
Filipe Pacheco filipepacheco@negocios.pt 13 de Março de 2013 às 13:59
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Segundo Camilo Azevedo, presidente da CT da RTP, o documento foi entregue às 21h00, de sexta-feira, pelo que os trabalhadores apenas tiveram um dia útil para se pronunciarem sobre o plano, quando a lei contempla que, no caso de se preverem alterações significativas na empresa, os trabalhadores têm dez dias para darem o seu parecer.

 

Miguel Relvas, ministro com a tutela da comunicação social, anunciou, hoje, na Assembleia da República, que no espaço de um ano a RTP irá reduzir em 28% os custos com pessoal. A empresa tem neste momento 2.027 trabalhadores. “Há a surpresa dos 28%. A CT não pode dar o parecer num dia. Eu sei que o ministro Miguel Relvas tem a capacidade para fazer uma licenciatura num dia, mas nós não temos a capacidade de dar o parecer num dia”, afirmou Camilo Azevedo, em declarações ao Negócios.

 

Deste modo, o presidente da CT da RTP considera que os trabalhadores não foram tratado com “lisura” em todo este processo. “Não é leal darem um dia útil para nos pronunciarmos sobre um plano que terá bastantes implicações na vida dos trabalhadores, na empresa e na sua actividade”, diz Camilo Azevedo. “O ambiente que se vive entre os trabalhadores é de grande temor. As pessoas estão assustadas com o seu futuro. Sentem que este não é um plano de futuro, mas de fim do serviço público”, acrescenta o responsável.

 

Camilo Azevedo sustenta ainda que a RTP sofre neste momento um problema de falta de liderança, mostrando-se ainda preocupado com a queda de audiências dos canais da empresa. E ainda afirma que há “falta lisura em relação aos trabalhadores”.

 

“Estado deve financiar serviço internacional”

 

A CT da RTP defende, por outro lado, que o serviço internacional do grupo de comunicação social do Estado deve ser financiado pelo Estado e não pela Contribuição Audiovisual (CAV) e pelas receitas comerciais. O mesmo subscreve em relação ao arquivo, aos compromissos de cooperação e ao serviço museológico. “O CAV é uma taxa que é uma contrapartida directa. O internacional é um serviço do Estado, logo deve ser pago pelo Estado”, defende o presidente da CT.

 

O responsável, aliás, diz ter apresentado estas propostas ao conselho de administração e que o seu presidente, Alberto da Ponte, as acolheu com entusiasmo. “Foram bem acolhidas pelo presidente. Num jantar que ocorreu na quinta-feira passada com vários directores da empresa, o presidente disse que ia apresentar as propostas à tutela e que, caso estas não fossem aceites, iria retirar as devidas consequências”, garante Camilo Azevedo.

 

A tutela, segundo o responsável, não aceitou as propostas. Pelo que diz: “estamos com expectativas para saber o que o presidente dirá sobre o serviço internacional”. 

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