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Covid-19: Grupos de media implementam teletrabalho e suspendem atividades

Os grupos de media nacionais estão a implementar o teletrabalho entre os seus funcionários e a suspender algumas atividades, para fazer face ao surto de Covid-19, segundo avançaram, em respostas à agência Lusa.

Lusa 12 de Março de 2020 às 20:21
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"Iniciámos a implementação das medidas de teletrabalho para os grupos considerados de risco, incluindo grávidas e alargámos essa possibilidade às áreas de serviços e corporativas da empresa, em articulação com os diretores dessas áreas. Os números estão a aumentar numa base diária e assim vai continuar nos próximos dias", adiantou fonte oficial da RTP.

Segundo a mesma fonte, "as áreas ligadas às emissões de televisão e rádio estão a ser pensadas por um grupo específico, no sentido de compatibilizar medidas de proteção individual com a garantia de continuidades das emissões, cumprindo as obrigações de Serviço Público, nomeadamente nas áreas de informação em todas as plataformas", sendo que estas medidas estão a ser decididas "numa base diária".

Já a Impresa, dona da SIC e do Expresso, "elaborou e já está a implementar os planos de contingência relacionados com a Covid -19", de acordo com fonte oficial.

O grupo "adquiriu de imediato os produtos profiláticos aconselhados e pôs em funcionamento os procedimentos aconselhados pela DGS [Direção-Geral da Saúde]", sendo que, de acordo com a mesma fonte, "em simultâneo, já estão a ser decididos os casos mais urgentes relacionados com problemas de saúde e outros que decorrem do fecho de escolas".

Além disso, a Impresa garantiu que irá proporcionar "também as condições necessárias para que, em outras situações, seja possível o recurso ao teletrabalho".

Por sua vez, fonte oficial da Cofina, dona do Correio da Manhã, adiantou que "além das diversas medidas preconizadas pela DGS ao nível da higiene e segurança" o grupo "tem salas de isolamento, viagens muito controladas, recomendações de reunião não presenciais e sistema de teletrabalho implementado nas diversas áreas da empresa, incluindo jornalistas".

Na Media Capital, que detém da TVI, já está a decorrer algum teletrabalho, disse fonte oficial, sendo que, de acordo com um comunicado enviado esta tarde pela empresa aos trabalhadores, "foi decidido suspender todas as gravações das produções da Plural, medida esta que será sujeita a uma avaliação permanente".

"Esta decisão representa um enorme esforço por parte do Grupo Media Capital", salientou o grupo, pedindo aos trabalhadores que "cumpram escrupulosamente" as instruções dadas pela Media Capital para evitar o contágio, incluindo etiqueta respiratória, lavar as mãos frequentemente e evitar contacto próximo. "Informamos que está a ser reforçada a limpeza em todas as instalações e que no bar e refeitório da TVI e da Plural serão apenas utilizados pratos e talheres descartáveis", salienta o grupo.

Também a RTP suspendeu "apresentações de programas e participação em eventos públicos", tendo terminado gravações de programas em direto e com público a assistir.

Foram ainda suspensas as visitas de estudo, as ações de formação presenciais e encerrado o núcleo museológico, tendo ainda sido reforçadas as medidas de higiene e limpeza, entre outras iniciativas.

Num comunicado enviado esta tarde aos trabalhadores, o Conselho de Administração da RTP referiu que tinha criado "grupos de gestão de crise que estão permanentemente a monitorizar, avaliar e a debater todas as decisões que devem ser implementadas em cada momento, no exigente equilíbrio entre o bem individual, o bem comum e a manutenção do serviço público de informação de rádio, televisão e internet".

Os administradores comprometem-se em "manter comunicações rápidas e transparentes sobre todas as decisões tomadas", lê-se na mesma nota.

Também a Lusa decidiu implementar o teletrabalho para a maioria dos trabalhadores, a partir de segunda-feira.

De acordo com um comunicado enviado hoje aos funcionários da Lusa, foi decidido que a partir de segunda-feira "a esmagadora maioria dos trabalhadores passe ao regime de teletrabalho, utilizando os meios tecnológicos à disposição e seguindo as orientações que serão transmitidas pelas respetivas chefias".

O presidente da Agência de Notícias de Portugal, Nicolau Santos, disse que "no total estarão, em princípio, na redação e nos outros serviços de suporte, cerca de 30 trabalhadores".

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