Media Digital começa a ganhar peso nas vendas dos títulos de informação

Digital começa a ganhar peso nas vendas dos títulos de informação

A venda de jornais continua a cair, mas de forma menos acentuada face aos anos anteriores. Em 2015 a circulação paga dos jornais generalistas diminuiu 2%. Já as assinaturas digitais começam a ganhar força.
Digital começa a ganhar peso nas vendas dos títulos de informação
Sara Ribeiro 25 de fevereiro de 2016 às 18:47

No ano passado, a circulação paga dos principais títulos generalistas diminuiu 2%, um número que apesar de ser negativo representa um abrandamento face aos anos anteriores, marcados por fortes quebras. As assinaturas digitais, pelo contrário, começam a ganhar músculo no total das vendas do sector.

 

O Correio da Manhã continua a liderar no segmento generalista com uma média de vendas totais superior a 110 mil exemplares tendo registado, contudo, uma descida de 5% face ao ano anterior, segundo os dados da APCT - Associação Portuguesa Para o Controlo de Tiragem e Circulação. Segue-se o Jornal de Notícias, com uma circulação de imprensa paga superior a 58 mil jornais, menos 8%.

 

O Público aumentou em 8% as vendas totais para 34 mil unidades, impulsionado pela presença no digital. O jornal do grupo Sonae fechou 2015 com quase nove mil assinaturas digitais, o que representa um salto de 15% face a 2014.

 

A circulação paga do Diário de Notícias encolheu 10% para 15,7 mil jornais. Destes, em média, 1.378 foram consumidos através de assinaturas digitais (+11% face ao ano anterior).

 

Já o Expresso continua a ser o semanário líder com vendas totais superiores a 98 mil exemplares, um crescimento de 4%. O semanário do grupo Impresa continua também a aumentar o peso do digital, com uma subida de 14% do número de assinaturas para quase 11 mil.

 

A circulação paga do Sol, que no ano passado passou por uma reestruturação que levou à fusão das redacções do semanário e do jornal i, caiu 14% para 21 mil exemplares.

 

Vendas de jornais económicos aumentam 5%

 

No segmento das publicações económicas, as vendas de jornais aumentaram em média 5%.

 

O Diário Económico vendeu em média um total de 13,7 mil exemplares e o Jornal de Negócios 10,6 mil, uma subida de 8% e 2%, respectivamente.

 

Analisando só a circulação impressa paga, o Diário Económico registou uma média de vendas de 7.200, uma queda de 27% e o Jornal de Negócios de seis mil, o que corresponde a uma diminuição de 9%.

 

No campo do digital, o Económico acabou o ano com 3.892 assinaturas e o Negócios com 3.554, o que traduz um crescimento de 1.261% e de 29% respectivamente.

 

No segmento de revistas, a Visão lidera com um total de circulação paga de 76 mil exemplares, apesar da queda de 4%. A revista do grupo Impresa registou também uma descida de 11% no segmento digital.

 

Já a Sábado, do grupo Cofina, vendeu uma média de 51 mil exemplares, menos 9% face aos números do final de 2014. Pelo contrário, na área digital cresceu 51% totalizando 1.388 assinaturas online.

 

Nos jornais desportivos o Record, da Cofina, continua a liderar o segmento com uma circulação paga total de 47 mil exemplares (-3%), enquanto o jogo totaliza 21 mil (-8%).

 

A Bola não é auditada pela APCT.




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