Media Disney falhou estimativas de resultados mesmo com sucesso do Star Wars

Disney falhou estimativas de resultados mesmo com sucesso do Star Wars

Acontece muito raramente, mas no segundo trimestre aconteceu. A Disney falhou as estimativas de resultados esperadas pelos analistas. A culpa é da televisão e dos jogos. Nem os sucessos de bilheteira a salvaram.
Disney falhou estimativas de resultados mesmo com sucesso do Star Wars
Bloomberg
Alexandra Machado 11 de maio de 2016 às 01:06
A Wal Disney falhou as estimativas que os analistas apontavam para os resultados. O que aconteceu, segundo o Washington Post, pela primeira vez em pelo menos dois anos. 

A culpa é do canal desportivo ESPN, que registou uma queda nas receitas publicitárias e nas subscrições, mas também dos jogos e dos investimentos em parques temáticos.

O que resultou em crescimento de resultados e receitas abaixo do esperado. No segundo trimestre do ano, a Disney lucrou 2,14 mil milhões de dólares (cerca de 1,9 mil milhões de euros), ou 1,3 dólares por acção, um crescimento de "apenas" 1,4%. Os analistas esperavam que o lucro por acção atingisse os 1,4 dólares.

As receitas totalizaram os 12,97 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), um crescimento de 4%, mas abaixo dos 13,2 mil milhões de dólares que os analistas antecipavam.

Assim, a Disney já anunciou que irá descontinuar a sua linha de produtos e jogos Infinity, cortando entre 250 e 300 postos de trabalho. 

Estes resultados acabaram por tirar brilho aos sucessos de bilheteira que a Disney teve. Esta área, aliás, teve um crescimento nas receitas de 22% para 2,1 mil milhões de dólares, muito por conta do filme Star Wars: O Despertar da Força, mas também do Zootopia e O Livro da Selva.

O presidente executivo da Disney, Robert Iger, tem defendido a importância da ESPN, dizendo ser indispensável para os consumidores, agora e no futuro. Os investidores, conta o Washington Post, estão particularmente atentos a esta unidade de negócio, já que os mais novos têm vindo a optar por outras formas de ver televisão, nomeadamente através do "streaming".

Ainda que defenda este negócio, o presidente executivo da empresa também tem dito que pretende que a Disney não esteja tão assente na televisão, que no ano passado, segundo a Bloomberg, ainda contou com 50% para os lucros da empresa.





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