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Estúdios Valentim de Carvalho estão em revitalização com dívidas de 16 milhões

A empresa que já gravou Amália e Carlos Paredes iniciou um PER no qual o Estado é credor de quase 3 milhões de euros e a banca de 2,7 milhões. A Valentim de Carvalho Televisão e a Sony estão entre os maiores credores.

Bruno Simão/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2015 às 13:35
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A empresa Estúdios Valentim de Carvalho, SA está a ser acompanhada judicialmente através de um Processo Especial de Revitalização (PER), que corre em Sintra, na Comarca de Lisboa Oeste, e que imputa à empresa dívidas superiores a 16 milhões de euros, já incluindo juros.

 

A lista provisória de credores mostra que o maior credor neste processo é a Valentim C. Televisão, que tem a receber um total de 6,13 milhões de euros. O grupo Sony é outro dos maiores credores dos Estúdios Valentim de Carvalho, com 1,75 milhões por receber.

 

O Estado português é também parte interessada no PER, com quase 3 milhões de euros a receber: são 1,48 milhões de euros em dívida à Autoridade Tributária e 1,46 milhões ao Instituto da Segurança Social.

 

A histórica empresa portuguesa, cujas origens remontam a 1824, quando foi fundada pelo musicólogo alemão Eduard Neupart, como Salão Neupart, atravessou já períodos conturbados. Recorde-se que em 2009 o Tribunal de Comércio de Lisboa decretou a insolvência da Valentim de Carvalho Lojas, que durante anos foi uma referência no mercado discográfico nacional.

 

Em Novembro de 2013 o empresário Rui Valentim de Carvalho, que durante décadas editou discos de Amália Rodrigues, faleceu em Lisboa, aos 82 anos, deixando como principal legado os estúdios de Paço de Arcos, inaugurados em 1963.

 

O PER agora vivido pela Estúdios Valentim de Carvalho, que já gravou artistas como Amália Rodrigues, Carlos Paredes, António Variações, Rui Veloso, Simone de Oliveira e Camané, entre outros, revela também dívidas à banca.

 

No sector financeiro, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) é o maior credor, com 1,1 milhões de euros a receber. A lista inclui também o Novo Banco (548 mil euros), o BPI (508 mil euros), Deutsche Bank (222 mil euros), Banco Popular (189 mil euros) e Montepio (145 mil euros). Há ainda uma dívida de 602 mil euros à Lisgarante – Sociedade de Garantia Mútua, que é controlada conjuntamente pela banca e pelo Estado português.

 

O PER da Estúdios Valentim de Carvalho, SA foi anunciado a 5 de Janeiro pela Comarca de Lisboa Oeste, a mesma onde corre um PER paralelo da VCT – Televisão, SA, da qual a Estúdios Valentim de Carvalho também é credora (tem a receber 1,26 milhões de euros).

 

No caso da VCT – Televisão, SA, o montante total em dívida é de 3,77 milhões de euros, dos quais 1,4 milhões à Autoridade Tributária e 86 mil euros à Segurança Social.

 

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