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Facebook cria ferramenta para identificar notícias falsas

A nova funcionalidade da rede social permite aos utilizadores identificar publicações consideradas como falsas. Em causa estão acusações feitas ao Facebook por partilhar histórias falsas durante as eleições nos EUA.

12º Lugar: Facebook. A tecnológica paga em média aos seus funcionários o mesmo que a Visa. Contas feitas: 150.000 dólares/ano (132.157 euros/ano); 10.714 dólares/mês (9.440 euros/mês).
Bloomberg / Reuters / Getty Images
Negócios 06 de Dezembro de 2016 às 15:28
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A partir de agora, o Facebook disponibilizará uma escala tipo Likert junto de determinadas publicações, onde os utilizadores poderão avaliar numa escala de um a cinco até que ponto consideram que, por exemplo, o título usa linguagem enganadora. A ferramenta surge num contexto em que as críticas se multiplicam em torno do papel da rede social na difusão de notícias falsas.

 

O The Guardian avança com três utilizadores que identificaram esta nova funcionalidade junto de publicações da revista Rolling Stone, do Philadelphia Inquirer e do site Chortle.

 

Ainda não é certo qual será o uso das informações recolhidas pelo Facebook, mas a mesma fonte indica que o principal problema das notícias falsas reside nos textos inerentes às hiperligações.

 

De acordo com um estudo citado pela mesma fonte, 60% das partilhas nas redes sociais são feitas sem clicar nos links disponíveis nas publicações. Os resultados indicam que o título das publicações gera mais discussão do que o próprio conteúdo do artigo.

 

As acusações feitas ao Facebook e à Google começaram no rescaldo dos resultados das eleições presidenciais dos Estados Unidos. Mark Zuckerberg reagiu de imediato às declarações, salientando a importância do papel da sua rede social como "árbitro da verdade".

 

Ambas as empresas envolvidas no caso das notícias falsas anunciaram em meados do mês passado estar a trabalhar no sentido de colocar um ponto final das páginas em questão, nomeadamente com o impedimento do acesso dos distribuidores não-fidedignos à rede AdSense. No mesmo mês, o Facebook identificou problemas nos mecanismos que medem a eficácia da publicidade. Perante a situação, a rede social procedeu a uma investigação para identificar outros possíveis problemas.

 

Há duas semanas, um estudo da CanIRank.com concluiu que os resultados de pesquisa do Google apresentavam um viés político liberal.

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