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Gonçalo Reis: Nova equipa de directores da RTP é “sólida e com competências alargadas”

Para o presidente da RTP a nova equipa de directores é “sólida” e traz “um refrescamento”. A extinção do cargo ocupado por Luís Marinho é justificada pela “adopção de um modelo clássico” havendo já novos projectos delineados para o gestor. De todos os directores convidados a deixar o cargo, só Elísio Oliveira deverá abandonar a RTP.

Miguel Baltazar
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 13 de Março de 2015 às 19:09
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O presidente da RTP, Gonçalo Reis, caracteriza a nova equipa de directores de informação e programação do canal como "sólida e com competências alargadas", disse em declarações ao Negócios.

 

E relembra que as alterações foram feitas com ‘prata da casa’, tendo recorrido só a dois nomes externos aos quadros da RTP: João Paulo Baltazar, novo director de informação da rádio, e Daniel Deusdado novo responsável de programas da RTP1, RTP Informação e RTP Internacional . O que na sua opinião "é sempre bom. Há um refrescamento.

 

As restantes mudanças foram feitas com quadros internos: Paulo Dentinho, correspondente da RTP em Paris, será o novo director de informação de televisão da estação pública e Teresa Paixão passa de número dois para directora da RTP 2.

 

A maioria dos directores convidados a deixar o cargo vai manter-se em funções na RTP. A excepção será Elísio Oliveira, responsável pela RTP 2, que deverá optar por reformar-se, disse uma fonte da empresa ao Negócios.

 

"Acho que fazia sentido fazer estas mudanças. É mais uma peça do processo", acrescentou Gonçalo Reis, referindo-se ao plano estratégico apresentado há cerca de um mês pelo conselho administrativo.

 

Outra das mudanças do organograma da empresa passa pela extinção do cargo de director de estratégia de grelha, criado pela antiga administração de Alberto da Ponte e ocupado por Luís Marinho. Questionado sobre os motivos desta decisão, Gonçalo Reis refere que "optámos por voltar a um modelo clássico com informação e programas, televisão e rádio, que tem todas as condições para funcionar".

 

Quanto ao futuro de Luís Marinho na empresa, o gestor adianta que "terá um papel muito interessante em projectos especiais em articulação com o arquivo".

 

A iniciativa de mudar quase todas as direcções prendeu-se com o facto de "optarmos por não fazer mudanças pontuais". Para Gonçalo Reis estas mudanças são sinónimos de "estabilidade". A nova equipa é constituída por pessoas com "visão integrada" e contribuirá para "um quadro estável para a empresa numa lógica de serviço público".

 

Depois de ter apresentado o plano estratégico, de assinar contrato de concessão e de tirar a fotografia para reestruturar os quadros directivos o próximo passo da administração é "começar a trabalhar", disse Gonçalo. E destaca a aposta digital: "no online há muito para fazer. Temos que apostar forte nesta área".

 

No que toca aos processos de rescisões, Gonçalo reis não entra em pormenores, comentando apenas que "uma empresa como esta tem sempre necessidade de racionalização. Há um conjunto de medidas a tomar. E é preciso atrair novos talentos", sublinha.

 

O gestor relembra ainda que alguns dos eixos da nova estratégia da RTP passam por "ganhos de eficiência, equilíbrio de contas e orientação de conteúdos diferenciadores".

 

A administração da RTP enviou esta sexta-feira a lista com os novos nomes para a ERC. As exonerações e nomes substitutos precisam do parecer vinculativo do regulador, que terá 20 dias para se pronunciar.

 

Quanto ao tempo que o processo pode demoras, Gonçalo Reis remete qualquer comentários obre este tema para a ERC, garantindo apenas que seguirá os tramites legais.

 

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