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Google alarga “verificação de factos” ao motor de pesquisa

A Google anunciou que a partir de hoje o marcador de verificação de factos está disponível a nível global no Google Notícias e no motor de pesquisa. Mas alerta que as verificações não são da sua responsabilidade.

5º Lugar: Google. A gigante tecnológica paga aos seus funcionários em média 153.750 dólares por ano (135.461 euros). Dividido por 14 meses, isto corresponde a 10.982 dólares por mês (9.676 euros/mês).
Bloomberg / Reuters / Getty Images
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 07 de Abril de 2017 às 08:00
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A partir desta sexta-feira, 7 de Abril, a Google vai passar a disponibilizar a nível global o marcador de verificação de factos ("fact check" em inglês) quer no Google Notícias quer na pesquisa através do seu portal em todos os idiomas.

"O utilizador, quando pesquisar no Google, receberá pela primeira vez o resultado das suas pesquisas contendo verificações de factos para uma ou mais alegações públicas", detalha a empresa em comunicado.

O marcador "fact checking" tinha sido lançado em Outubro de 2016, mas apenas para os grupos de media no Google News, numa altura que o tema das notícias falsas estava no centro do debate político. O Google e o Facebook têm sido alvo de críticas por contribuírem para a proliferação de notícias falsas e de mensagens de ódio.

"O objectivo do novo marcador era ajudar as pessoas a encontrarem novas estórias que tivessem sido factualmente verificadas de modo a que pudessem julgar a credibilidade desse conteúdo ou de outro que tivessem lido noutro lugar", lê-se na mesma nota da gigante tecnológica assinada por Justin Kosslyn, responsável da área de produto, e Cong Yu, responsável pela área de pesquisa da Google.

"Depois de obtermos o feedback positivo de utilizadores e publishers, estamos hoje a disponibilizar em todo o mundo o marcador de verificação de factos no Google Notícias e a expandir globalmente a verificação de factos na pesquisa do Google em todos os idioma", acrescentam.

A Google alerta, porém, que as informações não estarão disponíveis para todos os resultados de pesquisa e "podem existir páginas de resultados de pesquisa nas quais diferentes publishers verificaram a mesma alegação e chegaram a conclusões diferentes".

Além disso, refere que "estas verificações de facto não pertencem à Google e são apresentadas para que as pessoas possam fazer juízos de valor fundamentados".

Apesar de poderem ser apresentadas conclusões divergentes, a Google acredita que esta funcionalidade "continua a ser útil para as pessoas compreenderem o grau de consenso em torno de uma alegação específica e ter informações claras sobre quais as fontes em que concordam".

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