Media Impresa duplica lucros até setembro para 2,9 milhões

Impresa duplica lucros até setembro para 2,9 milhões

A Impresa registou 2,9 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses do ano, uma subida homóloga de 102%. As receitas cresceram 4% e a dívida diminuiu em 10,5 milhões.
Impresa duplica lucros até setembro para 2,9 milhões
Lusa
Pedro Curvelo 28 de outubro de 2019 às 16:53

A Impresa obteve lucros de 2,9 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, mais do que duplicando os 1,4 milhões registados em igual período de 2018, informou esta segunda-feira o grupo dono da SIC e do Expresso.

No terceiro trimestre, no entanto, o grupo registou perdas de 547 mil euros, ainda assim uma melhoria face aos prejuízos de 1,07 milhões de euros registados no terceiro trimestre do ano passado. Estas perdas devem-se, essencialmente, aos resultados financeiros negativos no valor de dois milhões de euros, que se agravaram 27,2% face ao trimestre homólogo.

No conjunto do ano, as receitas da Impresa ascenderam a 130 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 4%, com as receitas de publicidade a subirem 5,3%, para 81,9 milhões de euros. O segmento de IVR (chamadas de valor acrescentado) registou um aumento de receitas de 94,2%, atingindo os 8,9 milhões de euros.

As receitas com a subscrição de canais, no entanto, recuaram 11,8%, para 25,8 milhões de euros, o que o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão justifica com "a negociação de contratos com operadores internacionais".

Os custos operacionais do grupo, por seu turno, cresceram 2,5%, cifrando-se em 115,2 milhões de euros, impulsionados pela aposta na grelha da SIC generalista e pelo aumento da atividade em IVR.


Nos primeiros nove meses do ano o EBITDA avançou 17,7%, para os 14,76 milhões de euros, tendo o EBITDA ajustado de indemnizações aumentado 12,8%, para 15,2 milhões.

A dívida líquida remunerada diminuiu em 10,5 milhões de euros face ao final de setembro de 2018, situando-se em 179,1 milhões de euros.

A Impresa refere que "conta melhorar os resultados até ao final do ano, tanto no que respeita ao crescimento das receitas como através de uma melhoria da eficiência operacional, com vista a aumentar o EBITDA e os resultados líquidos, mantendo-se igualmente a tónica na redução da dívida, para diminuir o rácio dívida líquida/EBITDA do grupo".

E indica ainda que "o Plano Estratégico para o triénio 2020/2022 será elaborado e aprovado no quarto trimestre".

Televisão


No segmento de televisão, a Impresa alcançou receitas de 110,5 milhões de euros, mais 4,4% do que um ano antes, tendo as receitas publicitárias aumentado 6,2%, para 72,9 milhões.


Já os custos operacionais cresceram 3,3%, para 94,4 milhões de euros. O EBITDA subiu 15,3%, situando-se em 16,1 milhões, enquanto o EBITDA ajustado de indemnizações aumentado 9,7%.


A Impresa sublinha que a SIC alcançou uma média de 19,2% de "share" entre janeiro e setembro, mais 2,5 pontos percentuais do que em igual período de 2018.


Publishing

Na área de publishing, as receitas sofreram uma quebra de 1%, cifrando-se em 17,6 milhões de euros.


A Impresa destaca o aumento das receitas de circulação, que subiram 4,5% para 7,3 milhões de euros, assinalando que as receitas referentes à subscrição digital do Expresso aumentaram mais de 25% e representam 17,5% das receitas de circulação, ou seja, aproximadamente 1,3 milhões de euros.


As receitas de publicidade encolheram 1,4%, cifrando-se em 8,9 milhões de euros, enquanto as receitas com produtos alternativos recuaram 44,8% para 250,8 mil euros. Os custos operacionais neste segmento aumentaram 0,6%, para 17,4 milhões de euros, o que a empresa explica com "custos com indemnizações incorridos em 2019".


O EBITDA do segmento de imprensa do grupo caiu 61,4%, para 174,9 mil euros, mas excluindo os custos de reestruturação o EBITDA aumentou 14,2%, para 617,3 mil euros.




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