Media José Eduardo Moniz: “Há um conjunto de interrogações sobre os direitos desportivos”

José Eduardo Moniz: “Há um conjunto de interrogações sobre os direitos desportivos”

O consultor da TVI defende que é necessário “alterar os modelos de negócios das televisões em Portugal”. Nuno Artur Silva, da RTP, sublinha que “o futebol tornou-se o género mais apetecível”.
José Eduardo Moniz: “Há um conjunto de interrogações sobre os direitos desportivos”
Sara Ribeiro 16 de maio de 2016 às 15:09

A aposta das operadoras de telecomunicações e das plataformas digitais na aquisição de conteúdos exclusivos alterou o modelo de negócios dos canais televisivos que, até agora, estavam na fila da frente deste campeonato.

Uma tendência que tem sido seguida a nível global e que em Portugal ganhou maior destaque com a batalha da Meo e da Nos pelos direitos televisivos dos jogos de futebol.

Lá fora, a ‘febre’ pela compra de conteúdos, sobretudo de desporto, também já se expandiu às gigantes digitais como o Twitter, que comprou os direitos para a transmissão online da NFL, e o Snapchat, que vai transmitir os jogos Olímpicos.

"Era bom que em Portugal pudéssemos ter uma coisa do mesmo género", disse José Eduardo Moniz esta segunda-feira, durante a apresentação do estudo da ERC "As Novas Dinâmicas de Consumo Audiovisual em Portugal".

No seguimento da discussão sobre o novo modelo de repartição dos conteúdos televisivos por intervenientes de sectores distintos, o consultor de conteúdos da TVI levantou algumas questões sobre as incertezas dos direitos desportivos em Portugal.

"Como vão ficar os direitos televisivos desportivos em Portugal? Como vai ficar a Sport TV? Há um conjunto de interrogações ainda por responder", acrescentou o também vice-presidente do Benfica, que vendeu a transmissão dos jogos em casa e a distribuição da BTV à Nos. Até ao momento, não são conhecidos os planos da operadora para a transmissão das partidas dos encarnados.

"Há uma necessidade de alterar os modelos de negócio das televisões em Portugal", alertou.

Nuno Artur Silva, administrador da RTP, partilha da mesma opinião, e sublinhou que "o futebol tornou-se o género mais apetecível".

No entanto, aponta que há outras mudanças que os canais de televisão devem ter em conta, como o facto "da publicidade estar a ser tomada de assalto pelas plataformas digitais", como o Google e o Facebook.

Uma ideia subscrita por José Eduardo Moniz, que aproveitou ainda para relembrar a questão dos direitos de autor. Além destes gigantes estarem a ficar com grande parte das receitas, "usam os nossos conteúdos", sem pagar um preço justo, acrescentou.




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