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Multimedia responde por lucros recorde da SIC

A Impresa conseguiu diversificar as fontes de receita em 2007 e "reduzir a dependência da publicidade". Foi esta a boa notícia que Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo, quis dar aos quadros superiores da empresa, analistas, investidores e jornali

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A Impresa conseguiu diversificar as fontes de receita em 2007 e "reduzir a dependência da publicidade". Foi esta a boa notícia que Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo, quis dar aos quadros superiores da empresa, analistas, investidores e jornalistas que estiveram presentes ontem na apresentação de resultados anuais.

E mostra os números: em 2000, a publicidade representava 72% da facturação da empresa, em 2007 teve um peso de 60,3%. "Assim estamos menos dependentes da conjuntura económica", comenta o patrão da Impresa.

Os lucros do grupo já reflectem esta filosofia. Os resultados líquidos cresceram 9,9% em 2007 atingindo os 18 milhões de euros, em linha com as previsões dos analistas. Com a SIC a registar lucros recorde com a área de multimedia a crescer 153,4% e representando 10% do total da facturação da estação.

As receitas consolidadas do grupo cresceram 9,7% face a igual período de 2006 para os 280 milhões de euros.

Ao nível do EBITDA, a Impresa registou um aumento de 14,4% para 46,2 milhões de euros, o que implicou uma melhoria na margem EBITDA para 16,5%, mais 0,4 pontos percentuais do que no ano anterior. A dívida líquida registou uma quebra de 12,8%, passando dos 208,8 milhões de euros em 2006 para os 182,1 milhões no ano passado.

As receitas consolidadas provenientes da publicidade cresceram 3,5% para os 190 milhões de euros. As receitas provenientes das vendas de publicações caíram 10,2%, assim como as receitas de produtos alternativos que baixaram 29,4%.

"Verificámos uma saturação do mercado e privilegiámos a rentabilidade", justificou José Freire, investor relations do grupo Impresa. Por seu lado o multimedia, o audiovisual e o merchandising, registaram fortes aumentos de receita: 162%, 146% e 386%, respectivamente.

Nos objectivos estratégicos para este ano, a Impresa pretende continuar a apostar em áreas alternativas, a reforçar no multimedia, melhorara a rentabilidade e aumentar a presença internacional. Quanto aos objectivos financeiros, Balsemão admite que estes são "ambiciosos", apontando 300 milhões de euros de recitas consolidadas, 55 milhões de EBITDA e 22 milhões de euros de lucros.

Na TDT só em consórcio

A Impresa só pondera participar nos concursos de Televisão Digital Terrestre (TDT) se receber uma proposta vantajosa para integrar um consórcio, afirmou o presidente do grupo de media. "Se aparecer uma proposta para integrar um consórcio, estudaremos a hipótese", referiu à margem da apresentação dos resultados da Impresa.

Afastando a possibilidade da Impresa concorrer sozinha, Pinto Balsemão explicou que o grupo é "sobretudo um produtor de conteúdos", não estando, por isso, vocacionado, nem para distribuição pura de conteúdos nem para plataformas de telecomunicações.

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