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Parlamento Europeu não se entende sobre liberdade de informação

Nenhuma das nove resoluções que foram hoje a votação obtiveram a maioria necessária para serem aprovadas, entre as quais a que fazia referência ao primeiro-ministro José Sócrates e ao jornal nacional da TVI.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 13:38
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O Parlamento Europeu mostrou-se hoje incapaz de aprovar qualquer uma das nove resoluções que foram postas a votação sobre liberdade de informação.

A iniciativa foi suscitada pela esquerda italiana, por causa de novos atropelos atribuídos ao primeiro-ministro Sílvio Berlusconi. Mas rapidamente vários partidos na oposição – designadamente o PSD – quiseram alargar o debate a outros países.

Conclusão: nenhuma das nove resoluções que foram a plenário sobre o tema obtiveram a maioria necessária para serem aprovadas, entre as quais a que fazia referência ao primeiro-ministro José Sócrates e ao jornal nacional da TVI.

Segundo um comunicado divulgado pelo Parlamento Europeu, a referência a "suspeitas graves de interferência nos meios de comunicação por parte do primeiro-ministro português e do Partido Socialista relativamente às edições de jornais e canais de TV (por exemplo, o cancelamento do programa noticioso nacional mais popular - o 'Jornal Nacional' - alguns dias antes das eleições legislativas), bem como de acções judiciais intentadas contra jornalistas com opiniões discordantes do governo" foi chumbada.

Na votação em plenário, os eurodeputados rejeitaram esta alteração, que havia sido apresentada pelo PPE, família política europeia do PSD, por iniciativa do eurodeputado Mário David, por 338 votos contra, 269 a favor e 83 abstenções.

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