Tecnologias Pokémon Go: um sucesso de milhões. E lusos tentam ganhar uns trocos

Pokémon Go: um sucesso de milhões. E lusos tentam ganhar uns trocos

Não faltam ideias para ganhar um dinheiro extra à conta da febre dos pokémons. De incubadoras de ovos até passeios de tuk tuk. Tudo conta para tirar proveito do fenómeno deste Verão. É um "pokémundo".
Pokémon Go: um sucesso de milhões. E lusos tentam ganhar uns trocos
Sam Mircovich/Reuters
Wilson Ledo 21 de julho de 2016 às 16:41

A bater recordes a cada dia que passa. O Pokémon deverá representar receitas de três mil milhões de dólares (2.700 milhões de euros) para a Apple nos próximos dois anos.

Tudo porque os jogadores têm vindo a comprar "PokéCoins", o que lhes permite aceder a ferramentas que facilitam o jogo de realidade aumentada. A perspectiva é avançada por analistas citados pelo The Guardian.

Uns fazem milhares de milhões. Basta ver a Niantic, que desenvolveu o jogo, e a Nintendo, dona da marca Pokémon. Outros têm de ser criativos para ganhar uns trocos. É isso que se tem visto nas redes sociais em Portugal nos últimos dias. Mas é preciso ter cuidado e lembrar os conselhos da polícia.



"Ofereço os meus serviços de chocador de ovos Pokémon Go! Vasta experiência, sem equipa, sério", pode ler-se num anúncio publicado no OLX para a zona de Almada. Para chocar os ovos é preciso caminhar. De dois a 10 quilómetros, consoante o bicho a ser chocado. Há que pagar de três a 10 euros.


outro anunciante que oferece "todos os serviços". Desde caçar Pokémons (a partir dos 10 cêntimos por bicho capturado) até chocar ovos.


Para "apanhá-los todos", os anúncios de táxis também se multiplicam. A média são 20 euros por uma hora a bordo e com a promessa de parar nos pontos que os jogadores pretendem. Os tuk tuks também se juntaram à moda.


No centro de Lisboa, a Lisbon Destination Tours apresenta um percurso dedicado a estes desenhos animados com origem japonesa. Por 10 euros, a empresa oferece "wi-fi" a bordo (para evitar gastar dados), uma garrafa de água e um "power bank" (carregador de bateria móvel), uma vez que o Pokémon Go é conhecido por gastar muita bateria.

O KuantoKusta, comparador de preços online, já informou ter registado uma subida na procura de "power banks" em 200% desde que o arrancou o jogo.


No Porto, o grupo Pestana conta com um "concièrge" para ajudar os hóspedes a encontrar pokémons. Está também prevista a possibilidade de se realizarem visitas guiadas pela baixa da cidade, consoante pagamento. E nem as seguradoras escapam


Conquistar jovens para os museus (e até para a Igreja)

Que as marcas da restauração e do ramo tecnológico estavam a aproveitar a febre já se sabia. Até porque se estima existir já um milhão de jogadores em Portugal. Multiplicam-se as áreas a falar sobre o fenómeno, para o espanto de muitos e criação de conteúdos humorísticos de outros.

A Paróquia de Palhais/Santo António em Setúbal é um "pokéstop", sendo possível recolher recompensas lá. "O melhor treinador está lá dentro à tua espera", convida.




Nem a esfera pública resiste ao fenómeno. O Museu da Presidência também recorreu ao Facebook para informar que havia um Pokémon perto do retrato do antigo Presidente da República, Teófilo de Braga. Quem quiser caçá-lo, é só comprar bilhete e aproveitar para conhecer o espaço.




Um "pokémundo" de aplicações

Um sucesso tão repentino leva a que sejam replicadas fórmulas no imediato. Na área das aplicações, com o Pokémon Go não é excepção. A imprensa internacional dá o exemplo do PokéDates e do Poke Radar.

A primeira ainda não surgiu mas vai permitir juntar jogadores com perfis colectivos. "Conhece o Ash ou a Misty dos teus sonhos", sugerem os materiais da aplicação que deverá ser limitada aos Estados Unidos da América. A segunda permite aos jogadores do Pokémon criarem um mapa com os bichos, identificando os que são mais raros para outros "treinadores".


As notícias mais recentes dão também conta de um filme, numa parceria entre a Legendary Pictures e a The Pokémon Company. Será uma adaptação do jogo "Detective Pikachu", lançado este ano no Japão. Em 2016, a saga de animação comemora 20 anos.




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