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Presidente da RTP diz que críticas de Jardim são "manifestações normais"

O presidente da RTP, Alberto da Ponte, desvalorizou hoje as críticas do chefe do executivo madeirense, Alberto João Jardim, ao centro regional da Madeira, que disse encarar como "manifestações normais" de um governante.

Lusa 05 de Fevereiro de 2013 às 14:02
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"Vejo como manifestações normais de um presidente de um Governo que tem de chamar a atenção para aquilo que entende que deve chamado a atenção e nós temos que ouvir e decidir em consonância com a missão que temos, que é a missão do serviço público nacional", disse o responsável da estação televisiva após ter visitado o centro regional da RTP na Madeira, quando instado a comentar algumas críticas publicadas hoje por Jardim.

 

Em comunicado divulgado pelo PSD-Madeira, o líder madeirense exigiu uma RTP/RDP "isenta, objectiva e com qualidade" e censurou a "atitude de absoluta cumplicidade com tutelas coloniais, o CDS pretende que, na Região Autónoma, a República Portuguesa, desde o governo socialista, mantenha uma RTP politicamente comprometida com a oposição, medíocre e ilegalmente hostil aos autonomistas sociais-democratas, num claro desprezo pelas regras democráticas".

 

Também num artigo de opinião publicado hoje no Jornal da Madeira, o chefe do governo insular escreveu que a "RTP/RDP tal como está não interessa à Região".

 

Sobre projectos para o centro regional da RTP-Madeira e o eventual interesse do Governo Regional, o presidente do conselho de administração da RTP adiantou que "nunca foi abordado" sobre esse assunto e que "tudo o que tem surgido na secretária não é nada de concreto".

 

O responsável sublinhou que "há uma lei que tem que ser cumprida", considerando ser necessário "ter a capacidade de dialogar para perceber o que é que as pessoas querem, se é possível ou não".

 

Mas Alberto da Ponte assegurou que a presente administração da RTP é "de diálogo, para dentro e para fora" e que o "vínculo da RTP-Madeira com a casa-mãe vai manter-se, porque há uma única RTP".

 

Quanto à primeira visita que efectuou às instalações do centro regional da Madeira, declarou ter sido "elucidativa", porque permitiu ficar "com uma imagem de gente completamente motivada, muito ciente do seu trabalho e do que é preciso fazer, com grande paixão por aquilo que Madeira representa".

 

Alberto da Ponte afirmou ter ficado também "ciente das dificuldades técnicas, sobretudo na área da televisão, visto que a radio está bastante evoluída".

 

Mencionou ter constatado "algumas inconsistências resultantes da própria estrutura do edifício", uma situação que, realçou, terá de ser resolvida "dentro do plano de modernização para toda a RTP", apontando que os centros regionais da Madeira, Açores e outras regiões do país "não serão esquecidos".

 

Sobre o encontro que manteve com os representante dos trabalhadores na Madeira, Alberto da Ponte disse ter transmitido a mensagem que "é possível com bom planeamento e com maior transversalidade dentro da empresa reduzir muito o custo e o desperdício".

 

O presidente da RTP admitiu que "não trouxe garantia de manutenção de todos os postos de trabalho" na Madeira, onde a empresa tem 120 trabalhadores, mas destacou que estes tiverem a mentalidade que são uma equipa e se houver poupança "noutros custos" podem ser evitado "ter de poupar em custos de pessoal".

 

Alberto da Ponte almoça neste momento com o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, na Quinta Vigia, a presidência do executivo madeirense.

 

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