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Quinto canal continua a dividir opiniões no mercado televisivo

Conforme se esperava, as audiências ontem realizadas a Francisco Pinto Balsemão, Manuel Polanco e Guilherme Costa no Parlamento trouxeram poucas novidades sobre o que a SIC, TVI e RTP pensam do lançamento de um novo canal de televisão em sinal aberto.

Adriano Nobre anobre@mediafin.pt 13 de Março de 2008 às 16:48
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Conforme se esperava, as audiências ontem realizadas a Francisco Pinto Balsemão, Manuel Polanco e Guilherme Costa no Parlamento trouxeram poucas novidades sobre o que a SIC, TVI e RTP pensam do lançamento de um novo canal de televisão em sinal aberto.

Na sessão realizada na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, os operadores privados reiteraram as críticas a esta decisão e alegaram a escassez do mercado para suportar um novo "player". A RTP recusou comentar aquilo que considera ser "uma decisão política", limitando-se o seu presidente a constatar que "obviamente, o quinto canal irá dificultar a gestão da RTP".

A pertinência da sessão - realizada por requerimento do grupo parlamentar do CDS/PP, para aferir as implicações do lançamento de um novo canal - mereceu, de resto, um comentário em jeito de desabafo, por parte do administrador da Media Capital, Manuel Polanco: "O quinto canal vai ser uma realidade, por isso já não vale a pena estar a discutir o sentido da sua existência". Uma frase proferida já ao final da tarde, depois de registadas todas as críticas dos privados.

Francisco Pinto Balsemão foi o primeiro a ser ouvido. E embora tenha enfatizado ser "favorável à concorrência", voltou a sublinhar o "cenário de estagnação do mercado publicitário" que irá assinalar a entrada em cena de um novo canal.

"A repartição destas receitas por mais um operador obriga a que se reduzam os custos com ordenados e programação e com os investimentos. Isto coloca em risco não apenas a qualidade do entretenimento e do jornalismo, mas também a independência dos grupos", disse o patrão da Impresa. Balsemão criticou ainda o facto do novo canal ter sido criado "à força e com uma rapidez estonteante", sem que se conheçam "os estudos em que o Governo se baseou para tomar a decisão".

Ideias partilhadas por Manuel Polanco, que centrou o eixo das suas preocupações, nas "dificuldades acrescidas" que o novo canal trará "às receitas comerciais" e, por inerência, "à aposta na produção nacional de qualidade".

Embora não tenha participado nestas audiências, o grupo Cofina tomou posição depois de serem tornadas públicas as declarações de Balsemão e Polanco. "A argumentação de que não há mais espaço, choca com os factos", disse fonte oficial do grupo proprietário do Jornal de Negócios. "Por um lado, os grupos que actuam no mercado televisivo apresentam resultados recorde e, por outro, as margens EBITDA verificadas em televisão são sensivelmente o dobro das margens médias da imprensa escrita", disse a mesma fonte, que reitera a disposição da Cofina em "investir num projecto de qualidade em televisão e assumir os riscos inerentes".

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