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Trabalhadores do Diário Económico marcam greve para 10 de Março

Em causa está o atraso no pagamento dos salários de Janeiro e de Fevereiro deste ano, assim como do subsídio de Natal. Os funcionários assinalam ainda a “drástica degradação das condições de trabalho que impõem um esforço totalmente desproporcionado aos trabalhadores”.

Pedro Elias/Jornal de Negócios
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 03 de Março de 2016 às 16:19
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Os funcionários do Diário Económico, do Económico TV e do Economico.pt entregaram esta quinta-feira um pré-aviso de greve de 24 horas para o dia 10 de Março, através do Sindicato de Jornalistas e da Sindetelco.

Este é o mais recente desenvolvimento sobre a difícil situação em que o o grupo de media se encontra, e tem lugar depois de a administração ter admitido, a 23 de Fevereiro, a possibilidade de partir para a insolvência.

"Esta greve constitui uma forma de luta contra o atraso no pagamento dos salários de Janeiro e Fevereiro últimos, bem como do subsídio de Natal, e ainda contra a drástica degradação das condições de trabalho que impõem um esforço totalmente desproporcionado aos trabalhadores para assegurarem o funcionamento dos órgãos de informação para que trabalham, sem que se vislumbre qualquer solução para a situação que vivem", pode ler-se neste pré-aviso de greve.

O documento informa ainda que "a greve será desconvocada ou suspensa logo que sejam pagos os salários relativos ao mês de Janeiro deste ano".

Reconhecendo a necessidade de tomar "esta medida extrema", os funcionários do jornal apelam mais uma vez à sociedade portuguesa para apoiar o projecto, como aliás já tinha sido feito pela Comissão Instaladora da Comissão de Trabalhadores no passado dia 23 de Fevereiro. Nesse dia, a administração colocou em cima da mesa um cenário de insolvência, face à ausência de respostas relativas ao processo de venda do grupo de comunicação social. 


Também nesse dia, a direcção editorial solicitou à administração que encontrasse uma solução "no mais breve período de tempo" e acrescentava que não estavam reunidas as condições "para continuar a assegurar produtos com a qualidade a que os leitores e telespectadores do Económico estão habituados".

Entretanto, a Ongoing Strategy Investments, presidida por Nuno Vasconcellos, apresentou um Processo Especial de Revitalização, um pedido que, apurou o Negócios esta quarta-feira, não tem interferência directa com a empresa que detém o Diário Económico, a ST&SF.

 

Vasconcellos esteve também em destaque ontem por ter partilhado fotografias na sua página de Facebook de um jantar em sua casa, onde exibia, sorridentemente, os seus dotes culinários. A demonstração de satisfação irou dezenas de trabalhadores do jornal, que acusaram o responsável de falta de sensibilidade para com a difícil situação da publicação. As imagens foram entretanto apagadas da rede social.

Em Janeiro deste ano, a administração do Diário Económico chegou a acordo com o Fisco para o levantamento da penhora sobre as receitas do jornal. A penhora foi implementada em Dezembro do ano passado e, de acordo com o Expresso, terá sido dada a marca do jornal como garantia para o seu levantamento.

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