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Moreira da Silva aposta em Paulo Azevedo

Falaram em momentos diferentes mas é quase como se falassem a uma só voz. Carlos Moreira Silva, “chairman” da BA Vidros, elegeu Paulo Azevedo, CEO da Sonae, como um dos portugueses que daqui a dez anos mais estarão a contribuir para mudar o país. “O Paulo

Negócios negocios@negocios.pt 28 de Novembro de 2007 às 15:39
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Falaram em momentos diferentes mas é quase como se falassem a uma só voz. Carlos Moreira Silva, “chairman” da BA Vidros, elegeu Paulo Azevedo, CEO da Sonae, como um dos portugueses que daqui a dez anos mais estarão a contribuir para mudar o país. “O Paulo tem as condições para desenvolver de forma diferente uma enorme base de conhecimento que tem a Sonae e transformá-la numa empresa multinacional de referência”, considera.

E os objectivos a dez anos de Paulo Azevedo? “Que a Sonae tivesse uma escala numa grandeza diferente da de hoje e que todas as actividades fossem internacionais, com actividade em diversos países”.

O Carlos diz que o Paulo tem como ponto de partida “o stock de conhecimento e de capital criado pelo pai”, mas pode levar a Sonae para direcções agora insuspeitas, e que “o portfolio de negócios pode ser muito diferente daquilo que é hoje”. E que ele tem “a formação, a personalidade e a inteligência necessária para o fazer se for esse o melhor caminho”. É analítico, emotivo e “sabe jogar fora da caixa”.

Nas palavras de Paulo Azevedo, trata-se de “reinventar o negócio, porque é a redefinir o modelo de negócio que se acaba por acrescentar mais valor do que no crescimento orgânico, que estamos a fazer agora”

Dois engenheiros - um de mecânica, outro de química - separam-nos a idade: 55 e 41 anos. Não poderiam ser pai e filho mas há algo de irmão mais velho na relação de Moreira da Silva com Paulo Azevedo. Curiosamente, entraram na Sonae mais ou menos ao mesmo tempo: mas enquanto um chegava como ex-administrador da EDP, o outro dava os primeiros passos.

Há 10 anos, Moreira da Silva estava a lançar novos formatos de retalho e na TVI – foi ele que contratou José Eduardo Moniz. Por essa época estava Paulo Azevedo na administração da Sonae Distribuição e a ter as primeiras reuniões do que viria a ser a Optimus.

 “Que Portugal estivesse seguramente na primeira média dos países da UE”, é o que o Carlos gostava mas não necessariamente o que acredita que vai acontecer. E adianta que consegui-lo “depende de nós todos em geral, em especial dos empresários, dos políticos e dos líderes”. “É uma questão de ambição colectiva para contrariar este plano inclinado.”

O Paulo diz apenas que espera que “tenhamos dado um grande salto nas competências, no sistema de educação, ter posto cá fora mais gente melhor formada, especialmente empreendedores para aproveitar essas competências”. Vamos conseguir? “Era desejável que fosse mais rápido mas está a acontecer.”

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