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Irão e OPEP sustentam mercado petrolífero

As cotações do petróleo subiam, sustentadas pelo facto de o Irão ter advertido o Conselho de Segurança das Nações Unidas que poderá reduzir a sua cooperação com os inspectores que supervisionam as instalações nucleares do país.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 18 de Setembro de 2006 às 15:46
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As cotações do petróleo subiam, sustentadas pelo facto de o Irão ter advertido o Conselho de Segurança das Nações Unidas que poderá reduzir a sua cooperação com os inspectores que supervisionam as instalações nucleares do país.

O West Texas Intermediate [cl1] para entrega em Outubro seguia a ganhar 0,57% no mercado nova-iorquino, fixando-se em 63,69 dólares por barril. Em Londres, o "brent" subia 0,49%, para 63,64 dólares.

"Uma acção hostil por parte do Conselho de Segurança da ONU levará à limitação da cooperação", disse hoje em Viena o vice-presidente iraniano, Reza Aghazadeh. A convicção de que o fornecimento de crude do Irão poderá ser perturbado devido ao conflito em torno do seu programa nuclear tem impulsionado fortemente os preços da matéria-prima este ano.

Recorde-se que o Irão – quarto maior produtor mundial de petróleo - desafiou o prazo de 31 de Agosto imposto pela ONU para suspender o seu programa de enriquecimento de urânio, encontrando-se actualmente em conversações com instâncias europeias com vista a um possível entendimento.

O receio de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) possa reduzir a sua produção também está a fortalecer as cotações. A OPEP, que produz cerca de 40% do petróleo mundial, reviu em baixa as suas previsões para a procura de crude no quarto trimestre, para 85,6 milhões de barris por dia, justificando-a com os elevados preços e um crescimento mais lento na Europa e nos EUA.

O grupo de exportadores poderá reduzir o seu "plafond" de produção se o crude se fixar abaixo dos 60 dólares por barril, disse na semana passada o ministro iraniano do Petróleo, Kazem Vaziri-Hamaneh.

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