Foi na Euronext que morreu a Espírito Santo para dar vida à Luz Saúde

De um lado, a empresa compradora. Do outro, a empresa comprada. De um lado, Jorge Magalhães Correia, presidente da Fidelidade. Do outro, Isabel Vaz, presidente da Espírito Santo Saúde. No meio, uma nova marca: Luz Saúde.

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Diogo Cavaleiro , Miguel Graça - Vídeo 16 de outubro de 2014 às 10:00

Luz Saúde. É assim que, agora que controla 96,1% do seu capital, a Fidelidade passa a chamar a antiga Espírito Santo Saúde. "Esta é a última vez que vamos utilizar esta palavra", disse o presidente da seguradora, controlada pela chinesa Fosun. "É um grupo diferente".

 

Já há um novo logótipo para a Luz Saúde, que vai buscar inspiração ao símbolo da Fidelidade. Para Isabel Vaz, o novo nome preserva "o património da marca" porque refere-se "àquele que é o maior investimento alguma vez feito na área da saúde em Portugal", o Hospital da Luz.

 

Curiosamente, a empresa Espírito Santo Saúde era a única do Grupo Espírito Santo que iria manter o nome depois de o Banco de Portugal ter ordenado a separação entre a área financeira e o ramo não financeiro do Grupo Espírito Santo no início de 2014. Como tinha sido lançada em bolsa há pouco tempo (em Fevereiro), a empresa iria continuar a ostentar a marca Espírito Santo que ficaria reservada ao BES e a sociedades financeiras do grupo.

 

Não foi Carlos Costa que acabou com a marca na companhia de saúde. Mas ela acabou à mesma. Pela mão de Magalhães Correia, presidente da seguradora que pertencia até há um ano à Caixa Geral de Depósitos.

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