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Administração da ES Saúde considera preço da OPA "aceitável" mas pode não "reflectir totalmente o valor"

O Conselho de Administração da Espírito Santo Saúde deu um parecer positivo à oferta pública de aquisição (OPA) apresentada pelo grupo mexicano Ángeles.

Miguel Baltazar/Negócios
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"O Conselho de Administração da ES Saúde entende que o valor oferecido de 4,30 euros é aceitável, embora possa não reflectir totalmente o valor potencial e intrínseco da ES Saúde no longo prazo", refere o comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Para esta conclusão foram tidos em conta o preço da oferta pública inicial (IPO), o desempenho da acção desde a estreia, a comparação com as pares e transacções semelhantes e as perspectivas dos analistas. Recorde-se que o preço oferecido supera em 34% o preço a que as acções foram vendidas no IPO, em Fevereiro deste ano.

 

A empresa sublinha que a definição do "preço do IPO decorreu num enquadramento de mercado bastante negativo o que implicou estabelecer o preço do IPO no valor mínimo do  intervalo de preços".

 

"A análise dos múltiplos da ES Saúde implícitos no preço da oferta face a congéneres internacionais, demonstra que a oferta se encontra em linha/com um ligeiro desconto face aos múltiplos de mercado, quer em termos de EBITDA, quer em termos de resultados", acrescenta o mesmo comunicado.

 

Nas ofertas lançadas desde 2011 na Europa, os prémios oferecidos são, em média, de 32% face à cotação do dia anterior à oferta.

 

Ora, neste caso, o preço oferecido representa um prémio de cerca de 9% face à cotação de fecho no dia da publicação do anúncio preliminar da oferta e entre 16% e 23%c face ao preço médio ponderado pelo volume das acções da cotada nos três e seis meses anteriores à oferta.

 

Por isso, "a opinião do Conselho de Administração da ES Saúde é de que a oferta não reflecte a totalidade de um potencial prémio de controlo", acrescenta o comunicado.

 

O mesmo Conselho de Administração realça que esta oferta "poderá ser geradora de valor". Uma perspectiva justificada por três aspectos. Por um lado, a sua conclusão com sucesso permite a criação de um núcleo accionista estável, "o que se revela particularmente relevante numa altura em que o actual accionista maioritário se encontra numa situação de indefinição e incerteza".

 

Por outro lado, existe um "alinhamento estratégico significativo" entre o Grupo Ángeles e a empresa alvo da oferta. E, por fim, o grupo mexicano compromete-se "com a manutenção dos activos da ES Saúde e com os compromissos assumidos com os diferentes stakeholders".

 

Este relatório foi "favoravelmente aprovado" na reunião do Conselho de Administração realizada esta segunda-feira. "Todos os administradores presentes votaram a favor, à excepção do administrador João Carlos Pellon Parreira Rodrigues Pena que se absteve" pelo facto de ser presidente-executivo da Rioforte Investments que, em Julho, requereu mo Luxemburgo a sujeição ao regime de "gestão controlada".

 

As acções da empresa liderada por Isabel Vaz terminaram a sessão desta terça-feira com uma queda de 0,34% para 4,385 euros.

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