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Preço da OPA da Fidelidade leva Ángeles a desistir da ES Saúde

Foram os primeiros a lançar a OPA. Começaram pelos 4,30 euros e foram até aos 4,50 euros. Mas não quiseram rever a sua oferta para superar os 4,82 euros avançados pela seguradora. A oferta, iniciada a 22 de Setembro, já não está no activo.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2014 às 19:52
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O grupo mexicano Ángeles confirmou que já não está mais na corrida pela Espírito Santo Saúde. A apresentação da oferta pública de aquisição concorrente da Fidelidade, a um preço 7,1% superior ao da sua contrapartida, é a justificação para essa decisão, já avançada pelo Negócios na tarde desta quinta-feira.

 

"A revogação da oferta tem como fundamentos o lançamento pela Fidelidade –Companhia de Seguros, S.A. no dia 26 de Setembro de 2014 de uma oferta concorrente a um preço de 4,82 euros por acção e a decisão tomada hoje pela Oferente de não rever a contrapartida da sua oferta", indica o Grupo Empresarial Ángeles num comunicado emitido através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

Os mexicanos ofereciam 4,50 euros por acção da dona do Hospital da Luz - um preço já revisto dos 4,30 euros para superar os 4,40 euros dos Mello. Para poderem continuar na corrida da ES Saúde, teriam de avançar com uma contrapartida superior a 4,91 euros, ou seja, 2% superior à da Fidelidade. Optaram por não o fazer.

 

"Na sequência da decisão de revogação da oferta, a qual foi autorizada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários na presente data, a oferta ter-se-á por ineficaz, conforme determina o disposto no artigo 132.º do Código dos Valores Mobiliários", continua o comunicado. De acordo com o Código de Valores Mobiliários, a apresentação de uma oferta concorrente é um dos fundamentos que pode ser apresentado para que uma oferta anterior seja revogada.

 

A OPA da Ángeles iniciou-se a 22 de Setembro e tinha data final marcada para 3 de Outubro. Com o avanço da Fidelidade, a oferta foi prolongada até 10 de Outubro. Mas ficou pelo caminho e deixa de ocorrer já hoje, a 30 de Setembro.

 

"A oferente gostaria de agradecer a todos os envolvidos na Oferta e às autoridades da República Portuguesa, em particular, o Ministério da Saúde, o Ministério das Finanças e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, pelo profissionalismo e empenho demonstrado e ainda aos membros do conselho de administração da Espírito Santo Saúde, SGPS, S.A., pela análise imparcial e profissional que fizeram dos termos e  condições da oferta", conclui a empresa liderada por Olegário Vázquez Aldir.

 

OPA da Fidelidade é a única, por agora

 

Por agora, fica no activo apenas a oferta da seguradora, iniciada esta segunda-feira, 29 de Setembro, com data de fim marcada para 10 de Outubro.

 

Entretanto, não se sabe se a UnitedHealth, dona da Amil e portanto proprietária dos hospitais Lusíadas, pretende avançar com uma oferta. Certo é que pediu ao Ministério da Saúde uma autorização que só quem lançou OPA à ES Saúde havia solicitado: a alteração do controlo da sociedade que gere o hospital da Luz.

 

Pendente está ainda o registo da OPA da José de Mello Saúde, que só poderá avançar se houver uma posição da Autoridade da Concorrência sobre a operação antes do final das operações. O que deve ser difícil de acontecer nos prazos definidos.

 

 

 
Anuladas ordens de quem queria vender à Ángeles
O que acontece aos investidores que, desde que a OPA da Ángeles está no terreno, deram ordens de venda? Nada. Porque as ordens serão revogadas. O conselho directo da CMVM determinou que revogação da OPA do grupo mexicano.
 
"A revogação da oferta da Ángeles determina a ineficácia desta e dos actos de aceitação da mesma", diz o comunicado do regulador presidido por Carlos Tavares. Ou seja, as ordens dadas sejam canceladas.

 

 

 

 

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