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CEO da Rioforte espera por Luxemburgo para decidir se aprova OPA da Ángeles à ES Saúde

A administração da Espírito Santo Saúde mostrou-se favorável à oferta do grupo mexicano sobre a dona do Hospital da Luz. Mas um dos administradores não. João Rodrigues Pena só tomará uma decisão depois de o tribunal luxemburguês se pronunciar.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Setembro de 2014 às 15:50
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Um dos administradores da Espírito Santo Saúde não se mostrou favorável à oferta pública de aquisição lançada pelo grupo mexicano Ángeles. João Pena é o presidente executivo da Rioforte Investments. E administrador da Espírito Santo Healthcare Investments. E administrador não executivo da ES Saúde. E é por essa razão que não tomou a decisão.

 

A Rioforte é uma das empresas do Grupo Espírito Santo que pediu para estar num regime de protecção de credores no Luxemburgo, a chamada "gestion contrôlée", gestão controlada. João Pena é o seu presidente executivo. E foi nessa qualidade que considerou ser uma "obrigação" enviar para o tribunal o anúncio preliminar da OPA.

 

A Rioforte é a accionista maioritária da Espírito Santo Healthcare Investments, que tem 51% da Espírito Santo Saúde. Como a empresa está em processo de avaliação para a entrada num processo de gestão controlada (uma espécie de protecção de credores), é a juíza responsável pelo mesmo que tem o processo de aceitação da OPA nas mãos. A Ángeles lança a OPA a 100% do capital e colocou o mínimo aceitável acima dos 50%, pelo que, para ter sucesso, o Grupo Espírito Santo tem de vender a sua parcela.


"Embora a Rioforte não seja accionista da Espírito Santo Saúde, eventual pronúncia por parte do tribunal deverá ser valorada pelo conselho de administração da Rioforte, máximo pelo seu CEO", indica João Pena numa carta enviada ao conselho de administração da ESS e que está anexada ao relatório sobre a oportunidade e condições da oferta, publicado na terça-feira, 9 de Setembro.

 

Tendo em conta que o tribunal ainda não se pronunciou sobre a operação, João Pena considerou que não se deve pronunciar "favorável ou desfavoravelmente sobre o conteúdo e recomendações constantes do relatório do conselho de administração da ESS".

 

"Por esta razão, abstenho-me na convicção de que a minha abstenção não inviabiliza a decisão ora tomada pelo conselho de administração", explica o responsável na carta.

 

"O relatório foi favoravelmente aprovado na reunião do conselho de administração realizada para efeitos de apreciação do mesmo a 8 de Setembro de 2014. Todos os administradores presentes votaram a favor, à excepção do senhor administrador Eng. João Carlos Pellon Parreira Rodrigues Pena que se absteve pelos motivos enunciados em declaração apresentada pelo mesmo e que se encontra anexa ao presente relatórios", indica o relatório.

 

O conselho de administração da Espírito Santo Saúde, encabeçado por Diogo de Lucena, mostrou-se favorável à OPA lançada pela Ángeles, em que é oferecido um preço de 4,30 euros por acção. Um montante considerado aceitável mas sobre o qual restam dúvidas, segundo a administração, de que reflicta o real valor futuro da empresa.

 

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