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Administração da ES Saúde dá parecer positivo à OPA da Ángeles

A empresa informou o mercado que o grupo Ángeles garante "estabilidade accionista" e tem um plano estratégico que está alinhado com o da actual administração.

Miguel Baltazar
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O Conselho de Administração da Espírito Santo Saúde deu esta terça-feira, 9 de Setembro, o seu parecer positivo à oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo grupo mexicano Ángeles.

 

No relatório enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os responsáveis da empresa detentora do Hospital da Luz destacam o alinhamento estratégico referenciado na proposta, bem como a estabilidade accionista que a conclusão da operação proporcionaria.

 

A empresa liderada por Isabel Vaz justifica a sua posição dizendo que "uma conclusão com sucesso da oferta afigura-se um meio para a obtenção da necessária estabilidade accionista da ES Saúde". Uma estabilidade que lhe permitirá retomar a gestão estratégica de médio e longo prazo e a normalização da relação com os vários stakeholders, "em particular o regresso sem restrições ao mercado financeiro".

 

Além disso, considera que existe um "alinhamento estratégico" com o grupo mexicano que apresentou a oferta. A proposta de aquisição baseou-se no plano estratégico da ES Saúde e "manifesta que não são esperadas alterações substanciais a respeito da actividade empresarial desenvolvida pela mesma".

 

Quanto à contrapartida oferecida (4,30 euros), esta é considera "aceitável" pelo Conselho de Administração da ES Saúde, pois enquadra-se "nos critérios de valorização do mercado analisados". No entanto, a empresa realça que pode "não reflectir a totalidade de um potencial prémio de controlo".

 

A empresa afasta ainda problemas de concorrência. "Uma eventual conclusão com sucesso da oferta não implicará um movimento de concentração de empresas, não alterando o actual cenário de liberdade de escolha dos trabalhadores e clientes/pacientes e assegurando a manutenção do equilíbrio actual do mercado ao nível das seguradoras/sistemas de saúde/pagadores e dos fornecedores e Estado".

 

A empresa sublinha que estas conclusões foram retiradas a partir da informação acessível, mas não substituem "em qualquer caso, o juízo individual que  cada accionista deve realizar no seu processo de tomada de decisão".

 

As acções da empresa liderada por Isabel Vaz terminaram a sessão desta terça-feira com uma queda de 0,34% para 4,385 euros.

 

(Notícia actualizada às 21:28 com mais informação do comunicado publicado na CMVM)

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