OPA ES Saúde ES Saúde fecha 3,4% acima do preço da OPA da Fidelidade

ES Saúde fecha 3,4% acima do preço da OPA da Fidelidade

As acções da Espírito Santo Saúde reagiram em alta ao anúncio de uma terceira oferta sobre a empresa, tendo fechado a valer 4,88 euros, uma cotação que se encontra 3,4% acima da proposta da companhia de seguros controlada pelos chineses da Fosun.
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A Espírito Santo Saúde já foi alvo de três ofertas públicas de aquisição, mas a evolução das acções da empresa em bolsa mostra que os investidores estão à espera de contrapartidas mais elevadas.

 

Depois da Fidelidade ter anunciado uma oferta de 4,72 euros por acção, as acções da companhia liderada por Isabel Vaz fecharam a valorizar 3,83% para 4,88 euros. Uma cotação que se encontra 3,4% acima da proposta da companhia de seguros controlada pelos chineses da Fosun e 8,4% acima da contrapartida dos mexicanos do grupo Ángeles.

 

Um sinal que no mercado é forte a expectativa que a ES Saúde venha a ser alvo de uma nova oferta. Ou que a contrapartida mais recente da Fidelidade venha a ser superada pelas companhias que lançaram as duas primeiras ofertas: o Grupo Ángeles e/ou a José de Mello Saúde. Ao longo da sessão a ES Saúde atingiu um máximo histórico de 4,883 euros.

 

Tendo em conta a cotação de fecho desta terça-feira, o mercado está a avaliar a ES Saúde em 464 milhões de euros. A oferta da Fidelidade é de 451 milhões de euros (4,72 euros por acção), a do Ángeles 430 milhões de euros (4,50 euros por acção) e a da José de Mello Saúde de 420 milhões de euros (4,40 euros por acção).

 

A dona do Hospital da Luz entrou para a bolsa este ano a valer 3,20 euros por acção (305 milhões de euros), tendo desde então valorizado 52,5%. Face à cotação a que se encontrava a 19 de Agosto (3,943 euros), na véspera do lançamento da primeira oferta dos mexicanos, as acções da ES Saúde já acumulam uma subida de 23,8%. 

 

Uma revisão da contrapartida das OPA sobre a ES Saúde (por parte do grupo Ángeles ou da José de Mello Saúde), terá de ter um valor mínimo de 4,814 euros, já que a legislação obriga a uma melhoria de pelo menos 2% face à oferta mais elevada.

 

A oferta inicial partiu do Grupo Ángeles, que começou por oferecer 4,30 euros mas já reviu a contrapartida para 4,50 euros e tem, neste momento, a oferta que protagoniza a decorrer até 3 de Outubro (não é certo que o prazo não possa ser prolongado, já que o aparecimento de uma oferta concorrente pode levar a essa prorrogação). O Grupo José de Mello apresentou uma contrapartida de 4,40 euros e preparava-se, antes da oferta da Fidelidade, para anunciar uma revisão. Não se sabe ainda a posição face a este novo desenvolvimento. 




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