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Fidelidade melhora oferta pela Espírito Santo Saúde para 4,82 euros

A OPA da Fidelidade foi registada. E a empresa, controlada pela chinesa Fosun, decidiu melhorar a contrapartida de 4,72 para 4,82 euros, mesmo sem que qualquer outra empresa tivesse superado o preço prometido. Começa segunda-feira, 29.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Setembro de 2014 às 20:38
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A Fidelidade melhorou a oferta sobre a Espírito Santo Saúde. Em vez dos 4,72 euros inicialmente anunciados, a seguradora detida pelos chineses da Fosun decidiu aumentar a contrapartida para 4,82 euros. Mesmo sem que qualquer outra entidade tivesse superado, oficialmente, o preço inicial da seguradora.

 

A seguradora, controlada pelos chineses da Fosun, obteve o registo da oferta junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), depois de o Governo ter autorizado a mudança de controlo da sociedade que gere o hospital de Loures, que funciona sob regime de parceria público-privada. Por esse motivo, foi esta sexta-feira, 26 de Setembro, feito o anúncio oficial do lançamento.

 

E, ao contrário dos 4,72 euros anunciados no anúncio preliminar feito a 23 de Setembro, a Fidelidade optou por elevar a contrapartida em 10 cêntimos, ou seja, 2,1%, para 4,82 euros. O novo valor oferece um prémio de 7,11% face aos 4,50 euros pagos pela Ángeles, cuja OPA está já a decorrer. Ainda assim, está abaixo dos 4,87 euros a que as acções da empresa liderada por Isabel Vaz fecharam em bolsa esta sexta-feira.


Entre terça-feira, data do anúncio preliminar, e esta sexta-feira, data do anúncio final, houve uma notícia que deu conta de que a Unitedhealth, apesar de não ter lançado nenhuma OPA concorrente sobre a Espírito Santo Saúde, mostrou intenção de comprar a posição de 51% na Rioforte na empresa. O que daria àquela companhia norte-americana o controlo da dona do Hospital da Luz. Essa oferta foi feita a um preço por acção de 4,75 euros. Só que a Rioforte disse preferir uma operação de mercado. E antes que houvesse tempo para uma melhoria de preços por parte dos concorrentes, como a Unitedhealth, a Fidelidade antecipou-se e ofereceu mais 2% que anteriormente. Assim, uma contrapartida por outra empresa terá de ser 2% superior à sua oferta de 4,82 euros – ou seja, 4,92 euros.

 

Operação arranca segunda-feira 

 

A oferta lançada pela Fidelidade arranca já na próxima segunda-feira, 29 de Setembro, pelas 8h30. Prolongar-se-á até às 15h30 de 10 de Outubro. E, com isso, segundo as normas do código de valores mobiliários, arrasta também o prazo da OPA da Ángeles. Iniciada a 22 de Setembro, iria terminar dia 3 de Outubro. Só que, com uma oferta concorrente, a operação tem de ser prolongada por mais uma semana. Ou seja, ambas irão chegar ao fim a 10 de Outubro (embora o prazo possa ainda ser estendido, eventualmente por novas melhorias de contrapartidas ou até apresentações de ofertas concorrentes).

 

Neste momento, a Fidelidade oferece 4,82 euros aos accionistas da Espírito Santo Saúde, enquanto a Ángeles dá 4,50 euros. Os investidores poderão dar as ordens de venda até ao último dia das operações, sendo que também as poderão revogar até à mesma data.

 

O apuramento da oferta será feito, previsivelmente, a 13 de Outubro de 2014, sendo que a liquidação financeira deverá ocorrer, no caso de ser bem sucedida, a 15 de Outubro.

 

Para que a OPA da Fidelidade seja bem sucedida, a Rioforte, que detém indirectamente 51% do capital da Espírito Santo Saúde, tem de aceitar a contrapartida. Isto porque a seguradora tem como condição de sucesso da OPA atingir 50,01% do capital da companhia de saúde. Neste momento, como já havia sido tornado público, a seguradora tem 1.504 acções da ESS, pelo que a oferta incide sobre 99,99% do capital. A Rioforte está em gestão controlada no Luxemburgo, o que coloca quaisquer decisões na mão do sistema judicial daquele país. 

 

Fidelidade já tem 460 milhões guardados

 

Para conseguir fazer face a todo o gasto possível da operação, a Fidelidade já "depositou o montante de 460.506.415 euros, correspondente ao valor máximo a pagar como contrapartida para as acções objecto da presente oferta concorrente, junto do Banco Caixa Geral de Depósitos e do Banco Finantia".

 

Quando anunciou preliminarmente a oferta, em que o preço a gastar era apenas de 451 milhões de euros, a Fosun garantiu que o dinheiro pago pela seguradora seria todo financiado com fundos próprios, ou seja, sem recurso a financiamento bancário.

 

Notificação à Concorrência já foi feita

 

Apesar de não ter presença em Portugal no mercado da Saúde, as operações de aquisição são normalmente comunicadas à Concorrência.

 

"A oferente submeteu, a 23 de Setembro de 2014, um pedido de não-oposição à oferta concorrente junto da Autoridade da Concorrência". Aquela entidade ainda não se pronunciou.

 

 

(Notícia actualizada pela última vez com mais informações às 21h18)

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