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Mesmo sem OPA à ES Saúde, UnitedHealth pede autorização para ficar com hospital de Loures

A dona da brasileira Amil, que já mostrou interesse em comprar a ES Saúde, solicitou ao Governo autorização para que o Hospital de Loures possa mudar de mãos, noticiou o Expresso. Algo que os outros interessados só fizeram depois de lançarem OPA.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2014 às 17:28
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A UnitedHealth, dona da Amil que é a proprietária dos hospitais Lusíadas em Portugal, ainda não anunciou qualquer intenção de lançar uma oferta pública de aquisição sobre a Espírito Santo Saúde. Mas já deu um passo que os outros oferentes só deram depois de oficializar uma OPA: pedir autorização ao Governo para ficar com o Hospital de Loures, que pertence à ES Saúde e que funciona como parceria público-privada.

 

Ángeles, José de Mello Saúde, Fidelidade: todas estas empresas, que anunciaram ofertas sobre o capital da Espírito Santo Saúde, pediram ao Ministério da Saúde um despacho conjunto, com as Finanças, que autorizasse a mudança de controlo da sociedade gestora do hospital de Loures e também da sociedade que gere o edifício. Todas receberam a autorização.

 

A Amil, da UnitedHealth, não anunciou nenhuma OPA. Contudo, solicitou esta autorização ao Ministério liderado por Paulo Macedo, noticiou o Expresso na tarde desta terça-feira, 30 de Setembro.

 

"Já entrou no Ministério da Saúde o pedido da Amil. Vinha, contudo, sem a documentação necessária para se proceder (Finanças mais Saúde) à análise e despacho", disse fonte oficial do Ministério da Saúde ao Expresso, informação reiterada ao Negócios. Nesse sentido, "foi solicitada a documentação em falta". Que ainda não terá chegado ao Executivo.

 

Não foi possível apurar se o Governo poderá dar autorização a um pedido de mudança de controlo sem que haja uma oficialização de interesse de aquisição da sociedade.

 

A autorização governamental é essencial para que possa ocorrer uma mudança de donos da Espírito Santo Saúde, já que o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, funciona sob o regime de parceria público-privada.

 

Contactada pelo Negócios, a Amil não faz comentários. Nem ao pedido de autorização ao Governo nem a uma eventual oferta que venha a fazer.

 

A empresa brasileira, que comprou os hospitais que antes pertenciam à Caixa Geral de Depósitos, já mostrou interesse em ficar com a ES Saúde mas não através de uma OPA. A empresa fez uma proposta directa às sociedades do Grupo Espírito Santo que detêm 51% do capital da companhia liderada por Isabel Vaz, comprometendo-se a pagar uma contrapartida de 4,75 euros (na altura, acima dos 4,72 euros inicialmente oferecidos pela Fidelidade que, agora, melhorou a proposta para 4,82 euros).

 

"A Espírito Santo Health Care Investment S.A. e a Rio Forte reiteram a disponibilidade para vender a referida participação, mas sublinham privilegiar um negócio a celebrar no âmbito de um processo aberto e competitivo, como aquele que é proporcionado por uma oferta pública de aquisição", foi a resposta dada à Amil, conforme indicou um comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.  

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