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Rio Forte tem até sexta-feira para decidir se aceita oferta privada da UnitedHealth

A UnitedHealth confirmou a oferta fora de bolsa pelas acções que o Grupo Espírito Santo tem na Espírito Santo Saúde, em que paga 5 euros por acção. Foi pedida autorização à Concorrência. Se a Rio Forte aceitar, os restantes accionistas também recebem 5 euros.

Miguel Baltazar/Negócios
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A Rio Forte, que controla indirectamente a Espírito Santo Saúde, tem até a próxima sexta-feira, 10 de Outubro, para decidir se aceita a oferta feita directamente – e não através de bolsa – pela norte-americana UnitedHealth. O Novo Banco e o Espírito Santo Financial Group, sociedades que também têm poder na dona do Hospital da Luz, têm o mesmo prazo.

 

"A oferta expirará às 17:00 horas de Lisboa da sexta-feira, 10 de Outubro de 2014", é uma informação que consta num comunicado do grupo norte-americano, que detém os Hospitais Lusíadas através da brasileira Amil, publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

Esta oferta é diferente das que foram feitas anteriormente. Porque não é feita em mercado regulamentado. O que está em causa é uma oferta privada. A UnitedHealth propõe-se a comprar as acções detidas pela Espírito Santo Health Care Investments na Espírito Santo Saúde (51% do seu capital) por um preço de 5 euros, conforme avançou o Negócios na tarde desta terça-feira.

 

Até sexta-feira os accionistas da Espírito Santo Health Care Investments têm de se decidir. A ESHCI é detida em 55% pela Rioforte e em 27,26% pelo Novo Banco. Os restantes 17,74% são controlados pelo Espírito Santo Financial Group ESFG. É nesta data que termina a oferta pública de aquisição lançada pela Fidelidade, com um preço de 4,82 euros por acção.

 

"A oferta é vinculativa e não está condicionada a aprovações finais pelas Autoridades Portuguesas", indica a empresa no comunicado.

 

Pedido de avaliação à Concorrência é feito mas não impede operação

 

Apesar disso, os norte-americanos fizeram "um pedido de avaliação da transacção projectada junto da Autoridade da Concorrência". Na prática, querem saber que remédios poderão vir a ser impostos no caso de comprarem a ES Saúde. Isto porque já detém os Hospitais Lusíadas em Portugal. A Concorrência não comentou quando contactada pelo Negócios antes da publicação deste comunicado.

 

"No contexto deste pedido, a UnitedHealth comprometeu-se a não exercer os seus direitos de voto de modo a implementar a transacção antes de uma decisão final da AdC", afirma o comunicado.

 

Ao Governo também foi feita uma solicitação para a alteração do controlo da ES Saúde na sociedade que gere o hospital de Loures e também na que gere o edifício em que este funciona. O despacho, como noticiou o Negócios, deverá estar pronto esta quarta-feira. De qualquer modo, "a oferta da UHG não está condicionada à recepção deste consentimento", diz a empresa norte-americana.

 

Aceitação da oferta americana implica OPA obrigatória

 

Caso os três accionistas da ESCHI aceitem vender a ES Saúde à UnitedHealth, o grupo norte-americano terá de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) obrigatória sobre a dona do Hospital da Luz, a um preço de 5 euros por acção, pelo facto de ter assegurado, previamente, o controlo da maioria do capital da empresa.

 

É isso que dita o Código de Valores Mobiliários e é também isso que está no comunicado do grupo norte-americano: "Com a concretização da aquisição das Acções, a UHG irá lançar de imediato uma oferta pública de aquisição obrigatória, em iguais termos e condições, sobre as restantes acções da ESS nos termos do artigo 187º do Código dos Valores Mobiliários".

 

 

(notícia actualizada com mais informações pelas 21h34)

 

 

 

 

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