OPA ES Saúde UnitedHealth dá folga para ES Saúde contrariar Lisboa e ganhar 4%

UnitedHealth dá folga para ES Saúde contrariar Lisboa e ganhar 4%

As acções da Espírito Santo Saúde encerraram praticamente nos 5 euros por acção na sessão desta quarta-feira. A Rio Forte tem até sexta-feira para decidir se aceita a OPA da Fidelidade, a 4,82 euros por acção, ou o negócio privado da UnitedHealth, a 5 euros.
UnitedHealth dá folga para ES Saúde contrariar Lisboa e ganhar 4%
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 08 de outubro de 2014 às 17:21

Foi um dia em completo contraciclo com o resto da Bolsa de Lisboa. As acções da Espírito Santo Saúde fecharam em forte alta, com um ganho superior a 4%, numa sessão em que o índice da praça nacional recuou mais de 2%. Justificação há uma: a oferta privada feita pela UnitedHealth, concorrente à oferta pública da Fidelidade.

 

Os títulos da empresa liderada por Isabel Vaz encerraram a subir 4,28% para valerem 4,965 euros por acção.  Um preço próximo dos 5 euros que, soube-se ontem, foram oferecidos pela empresa que detém a Amil, dona dos hospitais Lusíadas, num negócio privado para ficar com a Espírito Santo Saúde.

 

A oferta foi suficiente para que a ESS Saúde tivesse uma sessão em que a valorização menos expressiva foi acima de 2,5%. As acções chegaram a tocar nos 5,05 euros. O volume também foi expressivo nesta sessão. Foram negociados mais de 2,3 milhões de títulos, a sessão mais animada desde o início de Setembro. Neste momento, com os títulos nos 4,965 euros, a empresa está avaliada em 474,4 milhões de euros.

 

A cotação da dona do Hospital da Luz está, assim, 3% acima da contrapartida da Fidelidade. A seguradora controlada pelos chineses da Fosun tem nesta altura a única oferta pública de aquisição (OPA) em cima da mesa, com uma contrapartida de 4,82 euros por título.

 

A Rio Forte, que controla indirectamente a Espírito Santo Saúde, tem até a próxima sexta-feira, 10 de Outubro, para decidir se aceita a OPA da Fidelidade ou a oferta feita directamente – e não através de bolsa – pela norte-americana UnitedHealth. O Novo Banco e o Espírito Santo Financial Group, sociedades que também têm poder na dona do Hospital da Luz, têm o mesmo prazo.

 

Num comunicado emitido ontem ao mercado, os norte-americanos da UnitedHealth assinalam que "a oferta expirará às 17:00 horas de Lisboa da sexta-feira, 10 de Outubro de 2014".

 

Esta oferta é diferente das que foram feitas anteriormente. Porque não é feita em mercado regulamentado. O que está em causa é uma oferta privada. A UnitedHealth propõe-se a comprar as acções detidas pela Espírito Santo Health Care Investments na Espírito Santo Saúde (51% do seu capital) por um preço de 5 euros, conforme avançou o Negócios na tarde desta terça-feira.

 

Caso os três accionistas da ESCHI aceitem vender a ES Saúde à UnitedHealth, o grupo norte-americano terá, depois, de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) obrigatória sobre a dona do Hospital da Luz, a um preço de 5 euros por acção, pelo facto de ter assegurado, previamente, o controlo da maioria do capital da empresa.

 

A Fidelidade reagiu ontem a esta oferta da UnitedHealth, considerando que esta é "manifestamente ilegal", com a seguradora a aguardar que a CMVM se pronuncie sobre a mesma de uma forma "urgente e clarificador".

 




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