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Alma Lusa - "A minha alma é Lusa, e a tua?"

A questão pode ler-se na "t-shirt" concebida por Ana Sousa Dias com a imagem do primeiro rei de Portugal, um dos muitos objetos que coloca à venda nas suas lojas Alma Lusa.

Alma Lusa - "A minha alma é Lusa, e a tua?"
Ana Filipa Magalhães / Webtexto 04 de Agosto de 2011 às 10:17
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Ana Sousa Dias "O que é que os portugueses fazem?". Este foi o ponto de partida para a Alma Lusa.

Empresa Alma Lusa
Ano de criação 1999
Ano de criação das lojas 2008
Número de colaboradores 17, nas quatro lojas.





A questão pode ler-se na "t-shirt" concebida por Ana Sousa Dias com a imagem do primeiro rei de Portugal, um dos muitos objetos que coloca à venda nas suas lojas Alma Lusa. "Os produtos têm um lado provocador, de questionar a identidade do país", explica a empreendedora que resolveu pegar em objetos tradicionais portugueses e transformá-los dando-lhes um aspecto novo. Depois, abriu uma loja.

"O que é que os portugueses fazem?", foi uma questão colocada por Ana Sousa Dias e para a qual decidiu arranjar uma resposta. Ou várias. As lojas Alma Lusa geridas por si (a primeira, junto ao Largo do Rato, e a mais recente junto ao Castelo de São Jorge, ambas em Lisboa) são um espelho daquilo que fazem os portugueses: há brinquedos de materiais reciclados, galos de Barcelos onde se pode desenhar, até com canetas de acetato, anéis feitos de rolhas de cortiça, lenços de namorados que contam histórias de amor e contas de Viana adaptadas à actualidade.

E alguns destes objetos podem ser encontrados em duas lojas no Aeroporto de Lisboa, onde a empresária tem uma sociedade.

Ana Sousa Dias explica: "Quero poder vestir a minha cultura." E foi daqui que surgiram algumas das peças que comercializa nas lojas Alma Lusa. Em criança, a empresária viajava para o Norte com os pais e, muitas vezes, passava em Espanha, onde via que muitos produtos eram fabricados em Portugal', mas não eram vendidos em Portugal.

Com a motivação de mostrar aos portugueses o que eles próprios são capazes de fazer, Ana Sousa Dias estudou a História do país, viajou por Portugal e falou com os melhores contadores de histórias, os que as viveram. Daqui nasceu, por exemplo, o colete que vende nas suas lojas, que pode ser usado de 12 formas diferentes.

Sem direito, sem avesso, sem parte de cima ou parte de baixo, a simplicidade ordenou que assim fosse.
"Os fatos tradicionais [do Norte, por exemplo,] são muito ricos", explica. "Tinha vontade de tornar o fato tradicional numa coisa que se pudesse usar no dia-a-dia", acrescenta Ana Sousa Dias, justificando a ideia do colete feito dos materiais tradicionais.

Além dos produtos concebidos pela Alma Lusa, nestas lojas pode ainda encontrar-se criações de outros autores.

Com mais de 150 marcas e artesãos a mostrarem as suas peças na Alma Lusa, Ana Sousa Dias defende que "é essencial ter outros olhares sobre as coisas, ter arquitectos e químicos a desenharem para a Alma Lusa", forma de conseguir chegar a novas soluções.
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