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BEI dá prioridade ao financiamento a PME nacionais

Depois dos anos em que apoiou os grandes projectos de infra-estruturas em Portugal, o banco europeu reorientou-se para os investimentos que gerem emprego e crescimento.

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 28 de Março de 2013 às 00:01
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O Banco Europeu de Investimento (BEI) "está disposto a continuar a contribuir para o apoio a projectos de investimento criadores de valor" em Portugal. Em particular, disse fonte oficial da instituição financeira ao Negócios, projectos "promovidos por PME que gerem crescimento e emprego".

O banco europeu, que nos últimos anos participou no financiamento de grandes obras de infra-estruturas em Portugal, está agora a reorientar a sua política de concessão de crédito no País para outras áreas. O crescimento e o emprego "são de extrema importância na actual conjuntura", destacou a mesma fonte, sublinhando que os empréstimos a conceder pelo BEI a projectos de PME será sempre "em conformidade com as regras ‘standard’", procedimentos e critérios do banco, nomeadamente os que dizem respeito aos riscos de crédito".

No ano passado, o montante do financiamento concedido pela instituição europeia a projectos em Portugal foi menos de metade do de 2011. No total, em 2012 o BEI concedeu empréstimos de 871 milhões de euros a projectos nacionais, o que representou apenas 1,7% do total das operações de financiamento realizadas pela instituição. Desse montante, 350 milhões respeitaram as duas novas linhas de crédito para o financiamento de PME, em cooperação com o Banco Popular Portugal (50 milhões de euros) e o BPI (300 milhões). Os empréstimos intermediados representaram a maior fatia (40%) dos financiamentos concedidos no País, seguindo-se as áreas da saúde e educação (14%), transportes (11%), infra-estruturas urbanas e águas e saneamento (ambas representando 10% do total). Energia (1%), serviços (6%) e indústria (8%) foram os sectores com menor peso nos empréstimos do BEI em Portugal em 2012.

Em 2011, o banco tinha financiado mais de 1.970 milhões de euros e em 2010 apoiou com mais de 3.412 milhões de euros projectos em Portugal. Um valor que incluía, então, a alta velocidade Poceirão-Caia, a subconcessão Pinhal Interior e o Parque Escolar.

Em 2013, até agora, o BEI concedeu apenas 9,8 milhões de euros a um projecto industrial da Europac no País, não tendo entrado novos pedidos de financiamento.

Segundo a instituição, a carteira de crédito coberta pelo contrato de garantia que assinou com o Estado em Dezembro do ano passado, "incluindo a exposição existente e futura, poderá atingir um máximo de 6.000 milhões de euros". O que significa, sustenta o banco num documento divulgado esta semana sobre as suas operações em Portugal em 2012, "uma margem significativa para transacções futuras e oportunidades de investimento".

Já no final de Fevereiro a instituição tinha anunciado que vai aumentar "significativamente as suas actividades de financiamento durante o período de 2013 a 2015 para apoiar a retoma do crescimento na Europa".

 
JÁ CONCEDIDOS

PARQUE ESCOLAR: 600 MILHÕES

Em Maio de 2010 o BEI financiou 600 milhões de euros  à segunda fase da modernização das escolas. É a maior tranche já financiada a Portugal.

 

ADP: 525 MILHÕES

Em 2009 o BEI concedeu 525 milhões de euros à Águas de Portugal, depois de em 2006 e 2007 ter financiado outras tranches de menor valor.

 

DOURO LITORAL: 350 MILHÕES

Esta PPP recebeu em 2008 a "luz verde" do BEI para um empréstimo de 350 milhões de euros.

 

GALP: 300 MILHÕES

Conversão das refinarias teve uma tranche de 300 milhões em 2009, a que se somariam mais 200 milhões.

 

 
EM AVALIAÇÃO

IBERDROLA: 750 MILHÕES

Eléctrica espanhola pediu 750 milhões para apoiar um investimento global de 1.600 milhões de euros no complexo hídrico do Alto Tâmega.             

 

HOSPITAL ALGARVE: 125 MILHÕES

O Estado solicitou em Novembro de 2010 uma verba de 125 milhões para o Hospital Central do Algarve. O processo está ainda sob avaliação.

 

EPAL: 110 MILHÕES

A EPAL pediu 110 milhões de euros em Abril de 2011 para alavancar um investimento no dobro desse valor.

 

ANA: 90 MILHÕES

Em Setembro de 2011 a ANA foi ao BEI pedir 90 milhões de euros para melhorias em vários aeroportos. 

 

 

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