PME Business angel, entidade veículo ou sociedade de capital de risco
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Business angel, entidade veículo ou sociedade de capital de risco

Quando queremos dar vida a um novo projecto, existem várias formas de captar investimento. Mas para aqueles que querem iniciar um novo projecto sob a forma de start-up, o melhor será mesmo optar por uma destas três vias: investidores...
Nuno Carvalho 26 de novembro de 2009 às 15:28
Saiba qual é a forma de captar investimento para um novo projecto. O montante necessário é um dos critérios a ter em conta

Quando queremos dar vida a um novo projecto, existem várias formas de captar investimento. Mas para aqueles que querem iniciar um novo projecto sob a forma de start-up, o melhor será mesmo optar por uma destas três vias: investidores privados - investem em projectos através de capitais próprios (conhecidos por business angels (BA)); entidade veículo - uma alternativa de financiamento recente, que estará disponível no final deste ano, constituída por capitais privados de business angels, por capitais públicos do programa Compete, e por uma Sociedade de Capital de Risco, a Caixa Capital, sendo no entanto a entidade veículo totalmente gerida por business angels (para mais informação sobre as entidades veículo, consultar o artigo de opinião com o titulo "Mais capital para investir em empreendedores, em http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=392395); sociedades de capital de risco (com registo na CMVM), que normalmente tem como accionista, a banca e entidades públicas.

A qual nos devemos dirigir, e quais as vantagens e desvantagens de cada uma, é o que pretendo abordar no artigo de hoje.

Investidores Privados (BA): Direccionados a pequenos investimentos iniciais, ou seja até aos 50.000 euros. A grande vantagem é a rapidez de decisão, porque depende apenas de uma pessoa, o investidor privado. Outra vantagem, e caso o investidor seja da área de actuação do seu projecto, é a ajuda que este pode trazer através da sua rede de contactos e experiência no sector, evitando erros de gestão desnecessários. A apresentação do projecto não deve ser descurada, pelo que deve preparar uma apresentação genérica do projecto, e um plano de negócios bem estruturado, em especial nos domínios operacional, concorrencial e financeiro.

Uma das desvantagens, passa pelo reforço de capital nas seguintes fases de investimento, que quase sempre são necessários. O investidor privado, como investe recorrendo maioritariamente às suas poupanças, terá um limite de investimento por projecto, o que não lhe permite muitas vezes reinvestir no mesmo projecto.

DICAS

1. Escolha o investidor de acordo com as suas necessidades financeiras.

2. Não descure o plano de negócios em nenhum dos 3 tipos de investidores.
Entidade veículo (EV): As entidades veículo vão estar destinadas a projectos que impliquem investimentos iniciais até aos 150 mil euros. Uma das grandes vantagens das EV passa pela simplicidade de decisão quanto ao investimento, uma vez que vão ser geridas apenas por BA, sendo que aqui a decisão não passa por apenas um investidor, mas por vários. Apesar disso continuam a ser decisões pouco burocráticas e têm como ponto positivo o facto de poder existir reinvestimento no mesmo projecto dentro dos mesmos valores, e através da mesma EV, ou através de uma outra EV (existem 20 EV no total). Se o projecto apresenta boas expectativas de crescimento, a EV que investiu inicialmente no projecto poderá facilmente convencer uma ou várias EV a reforçar capital nesse projecto. Assim sendo o promotor poderá conseguir financiamento em várias fases, atingindo montantes interessantes (entre 150 mil e 300 mil euros). Outra grande vantagem é usufruir do suporte directo dos BA, que constituem a EV, que ao serem vários, abarcam competências em diversos sectores. Tanto as EV, como os investidores privados, anunciados anteriormente, são investidores que geralmente estão mais envolvidos na operacionalidade do negócio, o que constitui uma grande ajuda para o promotor.

Sociedade de Capital de Risco (SCR): São 26 as SCR registadas na CMVM (para consultar quais são veja neste link: http://web3.cmvm.

pt/sdi2004/capitalrisco/pesquisa_scr.cfm). As SCR devem ser procuradas pelos promotores em projectos onde o montante inicial a investir é superior a 300 mil euros, e com necessidades fortes de reinvestimento. Em Portugal as SCR devem ser procuradas a partir destes montantes, contudo existem SCR que só estão dispostas a investir em projectos acima do milhão de euros.

Já noutros países, como por exemplo os EUA, as SCR só devem ser procuradas para projectos acima dos dois/três milhões de euros. A grande vantagem das SCR, é o poder económico, uma vez que possuem capital para grandes investimentos. A grande desvantagem, passa pelas complexas fases de análise de investimento, que normalmente passam por uma equipa técnica, numa primeira fase, e posteriormente pelo comité de investimentos. Escusado será de dizer, que a documentação a preparar é exaustiva, e que o processo de decisão poderá arrastar-se por muitos meses. Em Portugal, é uma das fontes de financiamento mais poderosa, mas mais trabalhosa e demorada. Normalmente as SCR, não intervêm no negócio, como os dois tipos de investidores anteriormente apresentados, nem contribuem na actividade comercial da empresa em profundidade. São investidores maioritariamente financeiros, e muito orientados a números, mais do que à actividade em si.


Gostaria de receber tambem o seu testemunho e/ou opinião, através do email jng@negocios.pt. Por favor escrever "BUSINESS ANGEL, ENTIDADE VEICULO OU SOCIEDADE DE CAPITAL DE RISCO" em assunto.
* Fundador e líder executivo da Zonadvanced





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