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Desporto em "stand-by"

Marco Cordeiro sempre quis estar ligado à gestão desportiva. A experiência em Málaga demonstrou-lhe que ainda é cedo para avançar com o Enjoysport.

Ana Pimentel 02 de Dezembro de 2010 às 14:59
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"Os bons exemplos que se praticam noutros países permitem
que as PME portuguesas sejam mais competitivas e eficientes",
segundo Marco Cordeiro





Marco Cordeiro, 26 anos, quer lançar a Enjoysport, empresa de consultoria em gestão desportiva, mas sabe que ainda não chegou a hora de avançar com o projecto. Seis meses depois de ter regressado de um intercâmbio na Kaoka, em Málaga, o licenciado em Desporto e Educação Física, pela UP, reconhece que o seu plano de negócio não estava bem estruturado. Juntam-se as falhas à actual conjuntura económica e os planos de Marco são adiados para um futuro que ele crê ser "próximo". Foi depois de ter ocupado funções de técnico superior de desporto na gestão de instalações e eventos desportivos, na Kaoka, que percebeu que não estava preparado para avançar. Por isso, decidiu ganhar mais experiência na área da gestão desportiva e anda à procura de emprego. O Enjoysport está, por enquanto, na gaveta.

Marco teve conhecimento do Erasmus para Jovens Empreendedores através da Internet. Até participar, dava aulas de natação e actividades extra-curriculares nas escolas primárias. "Sempre estive ligado à área de gestão desportiva e quando surgiu esta oportunidade, pensei que seria importante para aprofundar os meus conhecimentos." Para que serve uma empresa destas? Para que as câmaras municipais, por exemplo, possam requisitar os seus serviços para tratar de todo o processo de gestão de um pavilhão, um estádio ou uma piscina. Partiu para Málaga em Janeiro de 2010 e voltou em Junho. Queria adquirir o máximo "know-how" possível sobre o funcionamento de uma PME, estar próximo dos seus gestores e, se possível, colaborar nas suas decisões estratégicas.

A empresa esteve muito receptiva em relação ao intercâmbio e, na altura da candidatura, o jovem pôs mãos à obra. Fez um plano de negócio para a Enjoysport e esteve cerca de cinco meses à espera da aprovação, característica, aliás, que Marco gostaria de ver melhorada. De resto, afirma que o contacto com uma empresa que opera na área da gestão e serviços desportivos, num mercado tão diversificado como o espanhol, permite antecipar qual o caminho a percorrer, e de que forma, pode oferecer os mesmos serviços, com o mesmo nível de qualidade.

Além dos conhecimentos técnicos que adquiriu, teve acesso a uma rede de contactos profissionais que mantém activa até hoje. Em Espanha, aprendeu teorias de organização de departamentos, estratégia, lançamento de produtos e serviços, entre outros. "Foi muito proveitoso em termos de gestão de equipas, relações interpessoais e gestão de conflitos." E acrescenta: "se existir a humildade e capacidade de um empreendedor entender e adaptar os bons exemplos que se praticam fora do nosso país em termos de gestão, as nossas empresas poderão ser bastante mais competitivas, eficientes e duradouras", conclui.
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