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Empresários cépticos face às leis do trabalho

Os empresários e associações contactados pelo Negócios apontaram algumas falhas aos programas dos cinco maiores partidos. A questão laboral é transversal a quase todos, mas encarada como um caso perdido.

Empresários cépticos face às leis do trabalho
Negócios negocios@negocios.pt 24 de Setembro de 2009 às 15:08
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Legislação laboral, fiscalidade e redução da burocracia são algumas das questões que os empresários gostavam de ver nos programas

Os empresários e associações contactados pelo Negócios apontaram algumas falhas aos programas dos cinco maiores partidos. A questão laboral é transversal a quase todos, mas encarada como um caso perdido.

"A legislação laboral continua a ser um tema tabu. Porque nunca ninguém a explica aos trabalhadores", adianta Paulo Vaz, director-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP). Joaquim Cunha, presidente da direcção nacional da PME-Portugal diz que o problema está na base da lei. "A legislação está feita em torno do conceito de que o trabalhador é desprotegido e o empresário todo poderoso. Numa empresa com seis trabalhadores não é bem assim".

As questões fiscais também podiam estar mais detalhadas. E em alguns casos não se restringem a valores de impostos. "Quando as empresas estão com dificuldades financeiras, o Fisco deveria permitir pagamentos faseados, promovendo-se a aproximação das empresas com o Estado para resolver esses problemas", diz Ilídio Serôdio, presidente da Profabril.

Já Ricardo Abrantes, presidente da Associação Empresarial de Águeda, afirma que, "mais do que mexer na fiscalidade das empresas, estas precisavam de ter preços de energia, gás natural e gasóleo mais baixos". Este responsável alerta, ainda, para a necessidade de uma maior supervisão financeira, à imagem do que afirma Reis Campos, da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN). "As garantias dadas aos bancos têm de ter reflexos nas empresas", afirma o responsável.

Do lado da desburocratização, também há algumas críticas. "A reforma da justiça devia ser uma prioridade mas não é. As empresas demoram décadas a resolver problemas nos tribunais", alerta Paulo Vaz.





Joaquim Cunha
Presidente da PME-Portugal


A lei está feita em torno da ideia do trabalhador desprotegido e do empresário poderoso









Ilídio Serôdio
Presidente da Profabril


O Fisco deveria permitir pagamentos faseados e aproximar as empresas do Estado









Paulo Vaz
Director-Geral da ATPl


A reforma da justiça devia ser uma prioridade masnão é. Demora-se eternidades



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