PME Nanny Agency Portugal "Nannies" licenciadas
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Nanny Agency Portugal "Nannies" licenciadas

Contratar alguém qualificado para tomar conta dos filhos, até aos 12 anos, é a proposta da jovem empresa inspirada no que a sua criadora, Filipa Almeida, viu e aprendeu no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Nanny Agency Portugal "Nannies" licenciadas
Teresa Gens 07 de abril de 2011 às 15:57
Uma gravidez de risco, e consequente estadia forçada em casa, durante sete meses, podia ser o mote perfeito para ler e ver DVD dias a fio. Mas, com Filipa Almeida, não foi bem assim.

Inquietava-a a ideia de não encontrar alguém qualificado que viesse a tomar conta da sua filha quando voltasse ao trabalho. Queria alguém que se dedicasse 100% a Kiara, que a pudesse ensinar, passear, alguém que fosse uma presença estimulante e fizesse opções didácticas.

Sem conseguir encontrar este perfil, Filipa Almeida pensou que poderia ser ela própria a criar uma solução para si e para outras mães com igual necessidade. Em causa estava "enterrar" o hábito de contratar uma empregada doméstica que olhasse pelo bébé ou pelas crianças e, antes, contar com alguém qualificado para estimular o desenvolvimento da criança e com extras como saber exactamente socorrê-la em caso de emergência.

O que queria era uma verdadeira "nanny" - como tinha conhecido em Londres onde a empreendedora, de 38 anos, estudou e viveu. "Sabia que havia esta lacuna e não tinha medo de dar este passo", lembra.

Limpezas não incluídas
Decidiu-se, então, por criar a Nanny Agency Portugal, e o complicado, conta, foi "convencer as educadoras de infância a entrar nisto", explicando-lhes que não seriam empregadas domésticas mas mão-de-obra qualificada a trabalhar numa casa particular. "Dei-lhes os 'sites' de universidades de 'nanny' que há lá fora e mostrei-lhes que este mundo existe". Reunir uma equipa e formatar contratos de trabalho adaptados ao conceito "nanny" - que não é familiar em Portugal - foi a primeira tarefa.

A empreendedora entrevista as "nannies" e visita nas suas casas as famílias que solicitam estes serviços. O objectivo é o de traçar-lhes o retrato e conhecer as suas dinâmicas. Só assim saberá escolher o perfil de "nanny" mais adequado.

Há "nannies" a trabalhar a tempo inteiro, estando com o bébé todo o dia, ou em tempo parcial, geralmente desde a saída das crianças da escola até à chegada dos pais. Três crianças em paralelo, no máximo. Entre os 25 e os 40 anos, todas as "nannies" da agência têm formação e licenciatura.

Com o serviço doméstico excluído das tarefas que têm de assegurar, as "nannies" arrumam o quarto da criança mas não o limpam, fazem a sopa e dão banho mas não lavam nem a cozinha, nem a casa de banho. E os potenciais clientes aderem? Os que têm meios para poder acumular uma "nanny" e uma empregada - o que exclui muitas carteiras -, mas, também, pais que, "com sacrifício, fazem este investimento nos filhos".

Serviço personalizado
Com 15 "nannies" a trabalhar a tempo inteiro e várias em "part-time", a maioria dos clientes é de Lisboa e da linha de Cascais, com alguns no Porto e no Algarve. A Nany Agency trabalha, também, com famílias estrangeiras que vêm para Portugal, geralmente ao serviço de uma multinacional, por alguns anos.

Este ano, a empreendedora decidiu fazer a formação de uma equipa dedicada ao Verão de 2011. O Algarve - onde teve várias solicitações no ano passado - vai ser um teste de fogo.




Bilhete de identidade



Nome NannyAgency Portugal KJF Soc Unipessoal
Início de Actividade 2009
Área de Actividade Prestação de serviços de "nanny"
Contacto www.nannyportugal.com




Hotéis de 5 estrelas, o alvo perfeito



Fardadas e de Nanny Play Box (caixa com brinquedos e livros para as crianças) em punho as "nannys" de Filipa Almeida já tomaram conta dos filhos dos príncipes da Bélgica e de Isabel dos Santos, a filha do presidente angolano. "Somos o 'outsuorce' de alguns hotéis de cinco estrelas", explica Filipa Almeida que, quando lançou a agência, estabeleceu parcerias com hotéis como o Ritz ou o Dom Pedro, em Lisboa. As "nannies" falam a língua do hóspede, o que inclui o inglês, francês, alemão, espanhol e, mesmo, russo.




Da moda aos miúdos



"Sempre tive o meu próprio negócio, nunca tive medo de avançar com uma ideia que achasse viável", é assim que Filipa Almeida, licenciada em "marketing" de moda, em Londres, resume o seu percurso. Apaixonada pela área da moda e recém-chegada a Portugal foi escolhida para gerente da Fashion Clinic, onde trabalhou dois anos. Como gostava de traçar os rumos da sua vida, decidiu abrir uma empresa de organização de bastidores de moda. "Corri o país com desfiles", lembra. Abre uma loja na elitista Avenida da Liberdade, em Lisboa, a Soul, loja de sapatos e acessórios. Mas começa a crise e lembra-se de que na rua não se viam clientes. Quando surgiu uma proposta de compra, aproveitou. Entretanto, nasceu uma filha. Pesquisou, estudou, entrou em contacto com agências lá fora, passou horas com advogados (para definir o que é uma "nanny") e abriu a empresa que, acredita, vai ter muitos frutos.