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Roff Criar valor para concorrer a alto nível

O desafio está dentro de Portugal mas também nos mercados internacionais, onde a Roff já faz mais de metade da sua facturação. O norte da Europa é um dos destinos mais desejados da empresa de consultoria.

Roff Criar valor para concorrer a alto nível
Fátima Caçador/Casa dos Bits 01 de Julho de 2010 às 14:48
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O desafio está dentro de Portugal mas também nos mercados internacionais, onde a Roff já faz mais de metade da sua facturação. O norte da Europa é um dos destinos mais desejados da empresa de consultoria.


A criação, há um ano, de uma fábrica de "software" na Covilhã é apenas um dos ângulos da estratégia que a Roff desenhou para se tornar mais eficiente num mercado onde a concorrência é aguerrida e vem de países europeus e dos Estados Unidos mas, também, da Ásia, onde a mais-valia se centra nos baixos custos de produção. Especializada na consultoria e desenvolvimento de soluções SAP, o "software" de gestão líder em Portugal, a Roff acumula pouco mais de uma década de existência, mas o crescimento da empresa é a prova de que a competência e dedicação dão resultados.

A Roff foi fundada em 1996 por quatro consultores com experiência acumulada na área, que depois de trabalharem na Sigil, a empresa que representou a SAP antes da "software house" alemã se instalar directamente em Portugal, decidiram começar a operar por conta própria.

Durante os primeiros anos, todas as pessoas trabalhavam como "freelancers" e Francisco Febrero, um dos fundadores, tinha a dupla missão de conjugar as tarefas de consultor com a gestão da empresa, "um desafio muito enriquecedor", como confessa com satisfação também pelo percurso feito pela Roff. "Começar uma empresa com cinco consultores e, ao fim de 13 anos, ser CEO ["chief financial officer"]dessa mesma empresa, com aproximadamente 300 consultores, duas filiais (Paris e Luanda, e outros projectos de internacionalização na calha), e cerca de 250 clientes é algo que me deixa muito orgulhoso", sublinha o gestor.

Em 2008 a empresa passou por outro momento de mudança com a integração no Grupo Reditus, resultando num dos três maiores grupos de Tecnologias de Informação em Portugal. Já este ano a Roff decidiu ainda alargar as suas valências com a aquisição da SAPi2, uma empresa concorrente que possuía uma boa de carteira de clientes na zona do Porto.

"A integração está a correr bastante bem. A SAPi2 tem uma equipa sénior e uma cultura semelhante o que facilita a transição" explica o CEO da Roff. E com a integração de novos recursos nesta área, a empresa fica com mais potencial para crescer também dentro de Portugal, onde Francisco Febrero acredita haver ainda muito espaço para implementar soluções e desenvolver consultadoria.

Mercados a descobrir
Actualmente, menos de metade das receitas da empresa são realizadas dentro do país. Só 49% da facturação de 2009 foi interna, devendo-se os outros 51% a projectos internacionais. A Roff já tem duas sucursais internacionais, uma em Paris e outra em Luanda, mas as ambições estendem-se a outras zonas geográficas, dos Estados Unidos à China.

A conquista de uma posição de liderança na consultoria SAP em Portugal na última década é equilibrada com estes projectos além-fronteiras. "Para crescermos nos negócios internacionais temos de ser competitivos com a Ásia mas também com o norte da Europa. É nisso que estamos a apostar, sobretudo na Noruega, Suécia e Finlândia, onde o mercado SAP está pouco desenvolvido e revela grande potencial", adianta o gestor da Roff.

A possibilidade de abrir uma sucursal nesta região está em estudo, mas ainda não concretizada, dependendo do desenvolvimento dos negócios, até porque os profissionais da empresa encaram de forma positiva a mobilidade dos projectos que tão depressa os levam ao centro da Europa e aos países frios do norte como ao calor de África.

O caminho faz-se com trabalho árduo e visão, mas também com o empenho de toda a equipa, uma das chaves-mestras da Roff que, em 2009, foi reconhecida como uma das melhores 20 empresas para trabalhar em Portugal. Uma gestão de porta aberta que se sustenta numa relação de proximidade. "Manter uma relação profissional e de grande amizade também é um factor decisivo para o sucesso", explica Francisco Febrero.




Bilhete de identidade
Nome Roff
Actividade Consultadoria de tecnologias de informação e desenvolvimento de "software"
Início actividade 1996
Colaboradores 300
Volume de negócios (2009) 26,6 milhões de euros
Site www.roff.pt
Países onde actua (com presença directa ou com clientes) Angola (com a ROFFtec Angola), França (com a ROFF France), para além de 18 outros países onde desenvolve projectos, da Suiça, Noruega, Argélia à China e Estados Unidos.
Distinções recebidas Uma das 20 melhores empresas para trabalhar (2009); Troféu de Investimento por parte da Câmara do Comércio e Indústria Luso-francesa, por ter sido a empresa portuguesa que mais (e melhor) investiu em França.
























Fábrica na Covilhã

A experiência começou há um ano atrás, tirando partido das competências reconhecidas dos alunos dos cursos da Universidade da Beira Interior e do apoio da Câmara Municipal da Covilhã, a que se somaram os benefícios fiscais para investimentos no interior. O pólo SAP Development Factory funciona em articulação com o centro instalado em Lisboa e dedica-se à produção de "software" para apoiar os projectos nacionais e internacionais, afirmando-se como um instrumento relevante para a estratégia de internacionalização da Roff.

O investimento na criação desta unidade elevou-se a cerca de um milhão de euros e já conta com 15 colaboradores, sendo o objectivo da empresa duplicar os recursos humanos até ao primeiro trimestre de 2011, uma meta que Francisco Febrero, CEO da empresa, considera relevante no âmbito desta parceria que quer continuar a desenvolver. Para as próximas semanas está já marcada uma reunião com a direcção da universidade para estudar a criação de uma cadeira no curso de Tecnologias mais virada para conteúdos SAP, de forma a começar logo na universidade a formação de recursos que depois podem ser integrados na fábrica de "software".





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