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A onda "democrática" de Kelly Slater que vai atingir todo o mundo

É num lago artificial da Califórnia que o campeão mundial de surf, Kelly Slater, está a testar a onda perfeita, gerada pela tecnologia humana. Um conceito que tem gerado muita discussão, mas que pode levar o desporto a todo o mundo, mesmo aos países sem mar.

Reuters
Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 25 de Maio de 2016 às 19:00
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Todos os surfistas querem encontrar a onda perfeita, aquela que merece que se viaje até ao outro lado do mundo. Portugal é bem conhecido por isso e o "canhão" da Nazaré já correu mundo e trouxe até cá o aficionado Garret McNamara. Mas para Kelly Slater a ambição está em níveis estratosféricos. E portanto, a estrela do surf mundial resolveu criar a sua própria onda e vendê-la em todo o planeta.


Foi num Instagram cheio de grandes ondas naturais que o desportista mostrou a sua obra de arte: uma onda artificial "perfeita" pelos parâmetros dos surfistas. A versão, diz Slater ainda é "1.0" por isso imagine-se o que o surfista tem na calha.

It just takes one good wave to settle the nerves. I'm still confused and amazed that this exists. Thank you to my team at @kswaveco for making this long trek to our oasis a reality. Many long days, weeks, months, years coming to fruition and new challenges emerging with it. When I first saw this wave with my own eyes I was at odds with my feelings...surfing to me has always been adventure and travel and meeting people. New countries and cultures with all corners(?) of the globe offering the potential for something unknown and different for us to experience. But I'm finding that the soulfulness of surfing a repeatable, man-made wave is whatever you bring to it. It's in the experience and mindset and attitude. Last week was one of the most rewarding times of my life, sitting back and seeing some of the happiest and most fulfilled expressions on the faces of friends who've surfed their whole lives, shaking their heads at the fun we have created. When the next wave is as good as the last one that broke you simply don't care which one is yours and which one is someone else's. It's truly a unique (and may I say spiritual?) feeling. I hope everyone gets a chance to ride these waves soon. And many thanks #EdVed for letting us use the tunes (in return for some waves, of course). @slaterdesigns @outerknown @firewiresurfboards @aetherfilms #InvitesInTheMail #GoldenTicket :)

Um vídeo publicado por Kelly Slater (@kellyslater) a


A Kelly Slater Wave co. , empresa detida pelo desportista, ajudou a dinamizar este projecto, cujo primeiro produto foi filmado num lago artificial na Califórnia. À distância de um botão, todos os surfistas podiam ter a onda dos seus sonhos.


O projecto já deu frutos e a sociedade de Slater foi comprada pelo mesmo grupo que detém a World Surf League, o "campeonato" mundial do desporto. Em comunicado, a empresa deu conta do "sonho de vida e projecto de 10 anos", que o desportista desenvolveu.

"Enquanto surfar para mim será sempre algo relacionado com aventura, viagens e o oceano, esta onda traz uma nova oportunidades para o desporto, sem retirar a emoção que atraiu muitos de nós ao surf", disse Slater, citado no mesmo comunicado.


E explicou porque é que este conceito acaba por ser democrático. "Surfar grandes ondas num ambiente controlado adiciona uma nova dimensão, porque deixa de haver discussões por causa das ondas, não há chatices sobre quem teve a melhor – são todas boas. Toda a gente pode relaxar, divertir-se e focar-se em melhorar o seu surf", salientou Slater.


O lançamento do vídeo causou um verdadeiro burburinho na blogosfera do surf. A Bloomberg deu conta da especulação em torno desta tecnologia, desde os mais "puristas" preocupados com a integridade do desporto até outros que destacaram que iria fazer o desporto chegar a países que não têm mar.


A ideia surgiu em 2004, quando Slater teve conhecimento do conceito. Uns anos depois, com a ajuda de uma equipa da Universidade do Sul da Califórnia, o surfista conheceu Adam Fincher, do departamento de engenharia mecânica e aeroespacial da instituição, que, inicialmente, achou que a ideia era "doida". E Fincham acabou por fazer um estudo piloto, em 2007 que determinou que era possível.


Quanto aos custos, Slater diz que dependem do tamanho. "Tanto pode ser dois milhões como 20 milhões". E agora, que tem novos investidores, quem sabe quantos metros terá a onda perfeita de Slater?

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