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Hole19, o guia para a tacada certeira e para o "club house"

A Hole19 é uma start-up que desenvolveu uma aplicação para praticantes de golfe. Ajuda-os a planear o seu jogo indicando a distância entre um ponto e outro, permitindo-lhes saber a pontuação e dados sobre o desempenho.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 30 de Outubro de 2015 às 19:30
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"Temos uma aplicação para o golfista que é, imaginemos, um GPS para que [possa] planear a volta. Temos um mapa do buraco. Um golfista tem 14 tacos no saco de golfe e cada um é para determinada distância. Para isso, o golfista tem de saber onde está a bola e para onde a quer jogar. Nós ajudamos com essa parte, ou seja, damos as distâncias", conta Anthony Douglas, fundador e CEO da  Hole19.

Sabendo que distância quer que a bola percorra para atingir um dos 18 buracos - que um campo de golfe típico tem- , o jogador consegue mais facilmente decidir o taco a usar. Além disso, esta aplicação funciona também como uma plataforma de pontuação. E dá ao utilizador gráficos que mostram o desempenho em cada aspecto do jogo.

Para que a aplicação móvel desenvolvida por esta start-up portuguesa - que está disponível para dispositivos com sistema operativo iOS e Android – possa mostrar a um praticante da modalidade a distância entre um buraco e o outro, teve de se proceder a um mapeamento dos campos de golfe. "Mapeámos 95% dos campos do mundo. São mais de oito milhões de coordenadas GPS que temos na nossa base de dados", conta.

Uma das características que distingue esta aplicação de outras é a sua "camada social", lançada há cerca de um mês. Além de ajudar os golfistas dentro do campo, permite-lhes ter também uma actividade social, partilhando com os amigos as suas experiências.

"No campo é uma ferramenta e fora do campo tem essa parte social que é um bocadinho o que o nome o Hole19, significa. Um campo de golfe normalmente tem 18 buracos e o Hole19 é  onde se vai socializar com os amigos. O produto Hole19 está onde sempre quisermos estar, que é também essa parte social", conta Anthony Douglas. Esta aplicação móvel é gratuita e o seu design é intuitivo, constituindo estes dois pontos também diferenças face às restantes aplicações, refere ainda o responsável.

Évora, Lisboa e Londres

O interesse de Anthony Douglas neste desporto deu o mote para que esta ideia se tornasse realidade. "Era um atleta. Jogava basquetebol, lesionei-me e queria encontrar um desporto onde houvesse mais longevidade. O golfe é um desporto que se pode jogar mais tempo e é altamente exigente quer para a mente quer para o corpo. Por isso, tenho essa paixão".

A Hole19 está presente em Évora, onde está a equipa que se dedica às questões de mapeamento dos campos de golfe; em Lisboa, onde está a parte "técnica de design e desenvolvimento"; e em Londres. A ida para a capital britânica deveu-se à necessidade de financiamento, pois "quando fomos levantar uma ronda de investimento, os investidores, na altura, não tinham muita confiança em investir numa empresa portuguesa".

Desde que nasceu, há cerca de quatro anos, a start-up já levantou em torno de um milhão de euros e admite levantar um valor superior para expandir a equipa que conta com 20 pessoas, apostar mais em marketing e na internacionalização.

No campo é uma ferramenta e fora
do campo tem a parte social que é um bocadinho o que o nome, Hole19, significa. Um campo de golfe normalmente tem 18 buracos e o Hole19 é onde
se vai socializar com os amigos.
Anthony Douglas
Fundador da Hole19


Em termos de modelo de negócio, a empresa quer posicionar-se entre o golfista e o campo, obtendo uma comissão pela reserva dos campos de golfe. No futuro, a empresa poderá implementar funcionalidades premium pagas.

Além disso está também focada nos "smartwatch" (relógios inteligentes), dado que as suas características vão permitir que, por exemplo, a inserção da pontuação possa ser automática. "Se tiver um ‘smartwatch’ a aplicação torna-se invisível e é esse o nosso objectivo: que o golfista já não tem de ter uma interacção com o telemóvel porque o relógio faz o ‘tracking’ automático sem precisar do contributo do golfista", diz.

Anthony Douglas adianta que estes dispositivos têm sensores de movimento, pelo que essa movimentação vai ser identificada pelo dispositivo como uma tacada. "Podemos contar as tacadas e o golfista já não precisa de inserir a pontuação que fez porque regista automaticamente".
Actualmente, esta aplicação tem mais de 450 mil utilizadores e conta com o mapeamento de campos de golfe em mais de 150 países.

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